XEQUE MATE

Xadrez, o mundo da fantasia

Por: Gérson Peres Batista | Editoria: esporte | 07/08/2018 | Visualizações: 1406

Joel Cintra Borges lançou seu terceiro livro recentemente - Foto de CXSSP

Nesta edição da Coluna de Xadrez do JS trazemos uma maravilhosa crônica retirada do excepcional livro do enxadrista Joel Cintra Borges, intitulado “Uma janela para o infinito”.
O livro teve lançamento recente pelo Clube de Autores (www.clubede autores. com.br) e o texto que ora publicamos foi devidamente autorizado pelo autor, a quem agradecemos a gentileza.
“O jogo de xadrez é a terra do faz de conta, habitada por reis, damas, cavaleiros, bispos e peões, ladeados por torres belas e altaneiras.
Muita gente pensa que é um jogo difícil, que exige bastante estudo e que só é praticado por aqueles que têm Q.I. muito alto.
Isso não é verdade. Qualquer pessoa com inteligência mediana pode aprender a jogar com poucas explicações.
Uma vez que aprendamos as regras, que são simples, estaremos aptos a participar da peleja entre os dois reinos: o de peças brancas e o de peças pretas.
Prontos para deixar, por maravilhosos momentos, nossas preocupações, compromissos, alegrias e tristezas.
O objetivo é capturar o rei adversário, dar-lhe xeque-mate (expressão persa que quer dizer: o rei está morto).
Não interessa o número de peças: perdeu o rei, perdeu o jogo. Isso dá origem a formosas combinações, em que se sacrifica cavalo, bispo, torre, ou até a dama, para chegar ao monarca adversário.
Na idade média o xadrez era praticado principalmente pelos nobres, donde passou a ser conhecido como “jogo dos reis”.
Algumas damas jogavam muito bem. Aliás, para jogar xadrez, os homens podiam entrar nos aposentos das mulheres sem que isso fosse motivo de escândalo.
Era, também, medida de inteligência. Quando se queria falar que alguém era tolo, costumava-se dizer:
–  Esse cavalheiro não distingue um bispo de um peão!
A origem do xadrez não é muito clara, mas, a maioria dos estudiosos do assunto acredita que ele tenha surgido na Índia, há mais de dois mil anos, derivado de um jogo chamado Chaturanga.
Há, também, uma lenda que diz que o rajá Balhait, no século V a.C., pediu ao sábio brâmane Sissa que criasse um jogo capaz de desenvolver as mais nobres qualidades humanas em sua corte, tais como: prudência, diligência, visão e conhecimento. E ele inventou o xadrez.”
Sobre o autor: Joel Cin-tra Borges começou a jogar xadrez quando estudava Medicina Veterinária na UFMG. Integrou a equipe campeã dos Jogos do Interior de Minas de 1992 (primeiro titulo expressivo de São Sebastião do Paraíso no xadrez), venceu o Campeonato Mineiro de Veteranos e vários torneios em Paraíso e região. Além do livro ‘Uma janela para o infinito’, que consta esta bela crônica de xadrez, é co-autor de dois livros especializados na modalidade: O Espírito da Abertura e Os Mestres do Xadrez, ambos em parceria com Gérson Peres.

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