CRISE NA UPA

Médicos contratados cogitam parar atendimento na UPA

Motivo seria atraso em pagamentos de serviços prestados e falta de informações junto a Secretaria de Saúde

Por: João Oliveira | Editoria: saude | 10/05/2017 | Visualizações: 2822

Vereadores se comprometeram a intervir caso não haja solução para os problemas alegados pelos médicos - Foto de ASCAM

Aconteceu na noite terça-feira (9/5), uma reunião entre médicos contratados da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e vereadores. Médicos foram em busca de apoio para solucionar problemas que ele alegam enfrentar junto ao município, entre eles, atraso no pagamento dos serviços prestados desde fevereiro deste ano. 
Além da questão dos pagamentos, os médicos contratados reivindicaram isonomia de salários com os profissionais concursados que prestam o mesmo serviço e melhorias no ambiente de trabalho e atenção às reivindicações da categoria. “Nós não temos a quem recorrer. As nossas reivindicações não ecoam, por isso, viemos até o Legislativo para tentar fazer com que pelo menos a população conheça a nossa realidade”, comentou a médica Luciana Ricci.
Ainda, de acordo com o relato dos médicos, outro motivo que vem causando mal-estar no ambiente de trabalho seria a falta de informações por parte da atual administração. “Há pelo menos dois meses nós tentamos um posicionamento do prefeito e do secretário Municipal de Saúde sobre o atraso nos pagamentos e quanto aos demais problemas detectados na unidade, mas ainda não recebemos respostas e nem fomos atendidos quando os procuramos”, acrescenta a médica.
O secretário municipal de Saúde, Waldilson Bícego, negou a alegação e disse que quando a atual gestão assumiu a Prefeitura, havia pagamentos em atraso e a administração veio efetuado um pagamento por mês, segundo ele houve mês que a prefeitura chegou a efetuar dois pagamentos. “Estamos pagando este mês agora o pagamento referente ao mês de março (que é de 11 de fevereiro a 10 de março) e não fechou ainda o período de abril. Realizando esse pagamento, ficará apenas um em atraso e quando assumimos, tinha muito mais que isto”, afirmou.  
Wandilson negou que estaria havendo falta de comunicação e que sempre que foi procurado pelos médicos, eles sempre foram atendidos. A reunião que aconteceu na quarta, segundo ele, foi para ouvir os médicos e já estava agendada antes da reunião com os vereadores, embora tivesse sido alegado pelos médicos que eles foram comunicados ainda na terça sobre esse encontro. “Em momento algum eles me procuraram para buscar informações. Eu nunca neguei em atender ninguém e sempre que pede uma reunião com a Saúde, nós sempre agendamos”, destacou. 
Segundo dados de levantamentos feitos pelos médicos, aproximadamente 350 pessoas são atendidas na UPA durante um plantão de 12 horas. Os médicos informaram que há dias em que a unidade conta apenas com dois médicos, e isso estaria se agravando depois que a prefeitura passou a atrasar o pagamento dos profissionais. Com exceção dos concursados, os demais médicos são pessoas jurídicas (PJ) prestadoras de serviços, mas muitos deles já deixaram de ocupar a escala de plantões da UPA e optaram por fazer atendimentos em outros locais.
Os vereadores ouviram as demandas da categoria e se comprometeram a intervir no que for possível, para que os profissionais recebam pelos serviços realizados e continuem prestando um atendimento digno à população. Sem solução para as dificuldades que vêm enfrentando, os médicos cogitaram a hipótese de parar o atendimento na UPA. 
Na próxima terça-feira, dia 16, vereadores se revezarão para passar o dia na UPA, com a finalidade de fiscalizar o fluxo de atendimento e acompanhar a rotina dos profissionais.

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