Dia das Mães

Um presente para minha querida Mãe, Dona Viveta T. Ricci

Por: Redação | Editoria: cidades | 12/05/2017 | Visualizações: 102

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Sempre, minha Mãe, a senhora esteve comigo, aqui na  terra e também na sua morada celestial.
O elo de uma mãe para com os filhos será sempre eterno. Muitas lembranças ficaram lúcidas e transparentes na minha memória. Trago até hoje o gosto do seu doce de leite, que você fazia com tanto carinho para os filhos.
A viuvez lhe veio muito cedo, por isso seus filhos a cobriam de carinho e amor. Nunca se queixava de nada na vida, embora o sofrimento tenha lhe batido à porta com perdas irreparáveis.
Teve a felicidade de ter boa saúde e também de ter o dom de ouvir as pessoas. Foi sábia, embora tivesse apenas o terceiro ano primário. Trabalhava o dia todo, e assim no cotidiano de sua vida adquiriu o bem precioso “a experiência da vida”.
Ouvia mais que falava, e quando aconselhava eram inteligentes as suas colocações. No silêncio de sua casa orava muito; tinha em seu pequeno quarto várias imagens como Nossa Senhora Aparecida, Santa Edwiges, Santa Rita de Cássia e Padre Cícero. Acreditava piamente que todos lhe faziam companhia, e na sua bondade sempre orando e fazendo pedidos para pessoas amigas.
Deve ter alcançado várias graças, pois quando pedidas por pessoas puras e boas e com tanto amor ao seu próximo, certamente as luzes espirituais as atendem.
Quando raramente ela saía de casa. Levava sua carteira azul marinho e sua sombrinha para abrigar-se do sol. Trago comigo estes dois objetos. Para mim são relíquias.
Certa vez sua amiga lhe perguntou o que ela trazia dentro de sua carteira. Ela abriu e mostrou-lhe. Não tinha dinheiro, nem cartão, nem talão de cheque, apenas um terço que usava em suas orações, um raminho de flores que exalava o perfume do amor, e, finalmente a sua chave de casa.
Era pessoa muito simples, tudo lhe bastava. Nunca pediu e quis alguma coisa material. Uma vez perguntei a ela: vamos fazer algumas compras para a senhora! Ela me respondeu e numa mais me esqueci desta frase: “Rico não é o que tem mais, ricos também são aqueles que menos precisam”. Nunca mais me esqueci deste conselho.
Somente a chave era sua preocupação. Sempre olhava na carteira pelo medo de perdê-la. Hoje eu entendo este apego.
Com ela podia abrir e fechar o seu sacrário quando quisesse. Era sua segurança. Parar o idoso, sua casa por mais humilde, é o seu santuário.
Ainda me lembro de um quadrinho que era colocado atrás da porta da sala com os dizeres: “É pequena nossa casa, mas é grande o nosso lar”. Hoje este quadrinho está comigo, na porta de minha sala.
São lembranças de um tempo que não tem volta. Mamãe partiu com 93 anos de idade. A saudade é imensa, mas ficaram suas lindas e sábias lições.
Minha querida Mãe, sendo hoje o “Dia das Mães”, envio-lhe um ramalhete de girassóis, abraços, beijos e a minha gratidão. São também oferendas de seus filhos Fábio, Rodolfo e Ezio Ricci que deve estar na sua companhia. O seu primeiro filho, Ezio, lhe abraça por nós.
Aproveito para me dirigir a todas as Mães do Universo, principalmente as de Paraíso, para presentea-las no imaginário: um lindo ramalhete de girassóis e que na sua rotatividade, que eles estejam olhando para a luz do sol, porque os girassóis sempre estão procurando a luz solar.
Que todas vocês, minhas queridas mães, sejam muito iluminadas e abençoadas por Deus. Parabéns a todas.
Feliz Dia das Mães.
Ada Ricci Ramos

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