SUSPEITO

Funed investiga caso suspeito em Paraíso de contaminação por varíola dos macacos

Por: Roberto Nogueira | Categoria: Saúde | 27-07-2022 11:38 | 1591
Caso suspeita de varíola dos macacos é investigada por análise laboratorial
Caso suspeita de varíola dos macacos é investigada por análise laboratorial Foto: Divulgação

A Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais anunciou que em São Sebastião do Paraíso há um caso suspeito de varíola dos macacos. O prefeito Marcelo Morais que também responde pela pasta da Saúde no município confirmou a situação, sendo uma mulher que procurou a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) na semana passada com sintomas semelhantes ao da doença. Amostras foram coletadas e encaminhadas para a Funed (Fundação Ezequiel Dias) em Belo Horizonte para análise laboratorial.

Conforme a SES/MG além de Paraíso também existem outros três casos sendo investigados no Sul de Minas, com registros de situações suspeitas em Poços de Caldas, Pouso Alegre e Lavras. Em Minas Gerais são 44 casos da doença confirmados e 69 sob investigação. O resultado dos exames deverá ficar pronto na próxima semana.

Sobre a situação em Paraíso o prefeito Marcelo Morais tranquiliza a população dizendo que a situação existente no Município já é conhecida do setor da saúde. A mulher procurou atendimento e apresentava sintomas semelhante a da varíola dos macacos. “Ela tinha algumas feridas no braço e também no corpo, mas em análise primária os médicos praticamente descartaram. Ainda assim foram coletadas amostras e enviadas para exames em laboratório como pede o protocolo de orientação”, detalha o prefeito.

Marcelo disse que a paciente está estável sem maiores complicações de saúde. “Ela foi enviada para casa onde encontra-se em isolamento. Nós fazemos o acompanhamento, são feitos contatos três vezes ao dia, ela está se alimentando bem, não tem outras complicações, não há motivos para as pessoas se alarmarem”, relata. Ele ressalta que as medidas tomadas atendem aos protocolos dos órgãos de saúde. “Enviamos o material para a Funed que automaticamente comunica com a Secretaria de Saúde do Estado e o caso é considerado como suspeita até ser descartado ou confirmado”, disse.

“Por precaução isolamos a paciente até que tenhamos descartada a possibilidade de que seja alguma coisa ligada a varíola dos macacos, a Vigilância está monitorando-a”, reforça. Ainda conforme Marcelo médicos falam que não é o caso, e agora vamos esperar a confirmação pelos exames que deve sair nos próximos dias através da Funed.

            Em nota oficial a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso, por meio da Vigilância em Saúde, informa que "ainda está em investigação o caso suspeito da infecção por Monkeypox, a varíola de macaco, registrado no Município. Por se tratar de uma situação de alerta diante de diversos casos ao redor do mundo, todo caso suspeito deve ser investigado". A Prefeitura informa ainda que a paciente em questão se encontra em isolamento e está sendo acompanhada pela Vigilância em Saúde, não apresentando até o momento agravamento do caso.   

SOBRE A DOENÇA
A varíola do macaco, uma doença rara, é causada pelo vírus da varíola símia, que está estruturalmente relacionado com o vírus da varíola e causa doença semelhante, mas geralmente mais leve. A varíola do macaco, assim como a varíola, é um membro do grupo dos ortopoxvírus. Apesar do nome, os primatas não humanos não são reservatórios do vírus da varíola.

A transmissão pode ocorrer por contato com o vírus – com um animal, pessoa ou materiais infectados, incluindo através de mordidas e arranhões de animais, manuseio de caça selvagem ou pelo uso de produtos feitos de animais infectados. Ainda não se sabe qual animal mantém o vírus na natureza, embora os roedores africanos sejam suspeitos de desempenhar um papel na transmissão da varíola às pessoas.

O contágio pode ocorrer de pessoa para pessoa: pelo contato direto com fluidos corporais como sangue e pus, secreções respiratórias ou feridas de uma pessoa infectada, durante o contato íntimo – inclusive durante o sexo – e ao beijar, abraçar ou tocar partes do corpo com feridas causadas pela doença. ainda não se sabe se a varíola do macaco pode se espalhar através do sêmen ou fluidos vaginais.

Também pode ocorrer por materiais contaminados que tocaram fluidos corporais ou feridas, como roupas ou lençóis, da mãe para o feto através da placenta; da mãe para o bebê durante ou após o parto, pelo contato pele a pele, úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infecciosas, o que significa que o vírus pode se espalhar pela saliva.