Vigilância Sanitária de Paraíso acompanha alerta nacional sobre bebidas adulteradas
Autoridades do município mantêm rotina de fiscalização e Polícia Civil segue em alerta
O
Brasil acompanha com preocupação notícias sobre bebidas alcoólicas adulteradas
com metanol, que já causaram intoxicações e mortes em diferentes regiões do País.
Em São Sebastião do Paraíso, a Vigilância Sanitária afirma que, até o momento,
não houve registro de casos suspeitos e que o município segue atento às
recomendações das autoridades estaduais e federais.
De
acordo com Guilherme Firmino Duarte, referência técnica da Vigilância
Sanitária, ainda não foi enviada nenhuma demanda específica do Governo de Minas
em relação à fiscalização desses produtos. “De rotina, em nossas inspeções em
bares e adegas que comercializam bebidas, já verificamos a procedência e a
regularidade da comercialização. Esse trabalho continua normalmente”, explicou.
Nesta
semana, uma nota técnica chegou ao setor de Epidemiologia do município. O
documento orienta os serviços de saúde quanto ao atendimento e à notificação de
casos suspeitos de intoxicação por metanol. As informações estão sendo
repassadas às unidades de saúde da rede municipal.
Já
o delegado Tiago Bordini, responsável pela 4ª Delegacia Regional de Polícia
Civil de São Sebastião do Paraíso, reforçou que, até agora, não há registros de
ocorrência no município. “Não identificamos nenhuma ocorrência de bebidas
adulteradas em Paraíso. Mas a Polícia Civil está atenta, acompanhando as
informações que circulam em âmbito nacional e pronta para agir caso seja
necessário”, destacou.
Sobre
as marcas que tiveram problemas em outras localidades, Duarte esclareceu que
ainda não houve divulgação oficial. “Não temos até o momento uma lista com
nomes de bebidas adulteradas. O que existe é a orientação para que a população
redobre os cuidados, compre sempre de estabelecimentos de confiança e desconfie
de preços muito abaixo do mercado”, reforçou.
O
consumo de bebidas adulteradas com metanol pode trazer consequências graves
para a saúde. Entre os sintomas mais comuns estão náuseas, vômitos, dor
abdominal e forte dor de cabeça, que podem evoluir rapidamente para alterações
visuais, como visão turva ou até mesmo cegueira súbita. Também podem ocorrer
tontura, confusão mental, convulsões e dificuldade para respirar. Nos casos
mais graves, a ingestão pode levar ao coma e até à morte.
A
Vigilância Sanitária de Paraíso reforça que qualquer pessoa que apresentar
sintomas deve procurar imediatamente o serviço de saúde. Se houver suspeita de
que os sinais estejam relacionados ao consumo de alguma bebida, é fundamental
informar a equipe médica para que a situação seja averiguada e as providências
cabíveis sejam tomadas.
CASOS
RECENTES NO BRASIL EXPÕEM RISCOS
O
Brasil já contabiliza mais de 40 notificações de intoxicação por metanol em
diferentes estados, sendo pelo menos três mortes confirmadas em São Paulo.
Somente no mês de setembro, uma força-tarefa apreendeu mais de uma centena de
garrafas sem procedência em bares e adegas paulistas, e nesta semana a Polícia
Civil encontrou um depósito clandestino em Mogi das Cruzes com cerca de 20 mil
garrafas que seriam reutilizadas para o envase irregular.
A
gravidade da situação ganhou repercussão nacional com o caso do cantor Hungria
Hip Hop. Ele está internado em estado grave na UTI do Hospital DF Star, em
Brasília, após ingerir bebida suspeita de adulteração. De acordo com boletim
médico, o artista precisou iniciar sessões de hemodiálise para eliminação das
substâncias tóxicas e apresenta sintomas típicos de intoxicação por metanol,
como fortes dores de cabeça, náuseas, vômitos e alterações visuais. O episódio
levou Hungria a usar suas redes sociais para alertar os fãs sobre os perigos de
adquirir bebidas de origem duvidosa.
Casos
semelhantes também foram confirmados em cidades paulistas como São Bernardo do
Campo e na capital, com pacientes apresentando sintomas graves e precisando de
internação hospitalar.

