Quem foi quem nas disputas internas na F1
A disputa mais equilibrada aconteceu na Sauber envolvendo o experiente Nico Hulkenberg e o estreante Gabriel Bortoleto
A
temporada 2025 da F1 teve 21 pilotos com apenas duas substituições: o argentino
Franco Colapinto no lugar do afastado australiano Jack Doohan, na Alpine, e a
troca de Liam Lawson por Yuki Tsunoda entre as equipes irmãs Red Bull e Racing
Bulls. Foram três estreantes que nunca haviam andado antes de F1: Gabriel
Bortoleto, Kimi Antonelli e Isack Hadjar. Quatro pilotos venceram corridas (Max
Verstappen 8, Lando Norris 7, Oscar Piastri 7 e George Russell 2); Cinco
conquistaram pole positions (Ver-stappen 8, Norris 7, Piastri 6, Russell 2 e
Charles Leclerc 1); Nove subiram ao pódio, oito lideraram ao menos uma volta em
corridas, sete fizeram volta mais rápida, e dois lideram o campeonato que foi
vencido por Lando Norris.
Para
quem aprecia números, Lando Norris foi quem mais liderou os Treinos Livres ao
longo do ano. Foram 11 vezes em primeiro no Treino Livre 1 e 8 no Treino Li-vre
2 - ambos realizados nas sextas-feiras -, e 9 vezes no Treino Livre 3, aos
sábados. Apenas os dois pilotos da McLaren, Norris e Piastri, avançaram ao Q3
em todas as definições do grid da temporada, e George Russell foi o que esteve
mais perto de completar todas as 1.558 voltas das 24 corridas e 6 sprints. Em
Mônaco ele recebeu punição que o fez receber a bandeirada duas voltas atrás do
vencedor, totalizando 99,9% de todas as voltas da temporada.
Nas
disputas internas de cada equipe entre posições de largada e de chegada, apenas
Fernando Alonso superou o companheiro de Aston Martin, Lance Stroll, em todas
as classificações, inclusive para corridas sprint.
Na
McLaren, o campeão Lando Norris venceu Oscar Piastri em posições de largada por
13 a 11 e por 13 a 10 em posições de chegada em corridas. Piastri liderou o
campeonato ao longo de 15 corridas desde o GP da Arábia Saudita, disputado em
abril, até o dos Estados Unidos, realizado em outubro, quando sofreu a virada
de Norris e não conseguiu mais alcançá-lo.
George
Russell não teve muito trabalho para se sair melhor que o novato companheiro de
Mercedes, Kimi Antonelli, o mais jovem piloto da temporada com apenas 18 anos.
Apesar de enfrentar uma temporada de altos e baixos, ao ponto de em Monza o
chefe da Mercedes, Toto Wolff, classificar como decepcionante o desempenho do
novato, Antonelli cresceu no final da temporada e obteve um saldo positivo com
três pódios, três voltas mais rápidas, 11 voltas lideradas e 150 pontos no
campeonato (7º colocado, apenas 6 pontos atrás de Lewis Hamilton) e uma pole
position na corrida sprint de Miami, que não conta para as estatísticas da F1.
Russell venceu Antonelli por 21 a 3 tanto em classificações quanto em corridas.
Max
Verstappen teve dois companheiros de equipe ao longo da temporada: Liam Law-son
nas duas primeiras provas, e Tsunoda no restante. O holandês largou 24 vezes na
frente dos companheiros e terminou 23 vezes na frente, exceto na Áustria quando
abandonou. Restou a Tsunoda o consolo de ter superado o tetracampeão na
classificação para a sprint do Qatar, o que também não entra para as
estatísticas.
A temporada
da Ferrari foi desastrosa com apenas uma pole position, de Charles Leclerc, na
Hungria, e 7 pódios do mone-gasco. Embora Lewis Hamilton tenha conquistado uma
pole e vitória na corrida sprint da China (resultados de sprints não entram nas
estatísticas de pilotos e equipes), a temporada de estreia do heptacampeão na
Ferrari também foi desastrosa e ele foi facilmente batido por Leclerc em
classificações por 19 a 5, e em corridas por 18 a 3.
Carlos
Sainz venceu Alex Albon na Williams por 14 a 9 em classificações e curiosamente
levou o troco em corridas pelo mesmo placar, 14 a 9.
O novato
Isack Hadjar fez 16 a 6 em Liam Lawson em classificações, e 13 a 8 em corridas.
Nas duas primeiras etapas em que teve Tsunoda como companheiro na Racing Bulls,
ficou no 1 a 1 em posição de largada e em corrida.
O maior
massacre foi na Aston Martin como citado acima. Fernando Alonso, no alto de
seus 44 anos, superou Lance Stroll por 24 a 0 em posições de largada e por 16 a
8 em corridas.
Na Haas,
o novato Oliver Bearman fez 14 a 10 em Estebam Ocon em classificações, e ambos
terminaram empatados em corridas (12 a 12).
O maior
equilíbrio entre companheiros de equipes aconteceu na Sauber. Em seu primeiro
ano de F1, Gabriel Bortoleto terminou na frente em posições de largada (12 a
11), mas levou o troco em corrida pelo mesmo placar, o que enaltece o trabalho
do brasileiro em seu ano de estreia diante do experiente alemão Nico Hulkenberg
com 250 corridas no currículo.
Por fim,
Pierre Gasly derrotou Franco Colapinto em classificações por 13 a 5 e por 11 a
7 em corridas na Alpine. Nas seis corridas que teve Jack Dooham como
companheiro, Gasly venceu em classificações por 5 a 1, em por 4 a 2 em
corridas.
Feliz 2026!

