Fórmula E comemora 150 corridas desde a sua criação em 2014
Temporada 2025/26 do Mundial de carros 100% elétricos tem sequência neste sábado com o E-Prix da Cidade do México
Enquanto a F1 se prepara para a
maior mudança de regulamento de sua história, tema que será abordado pela
coluna nas próximas semanas, esta edição da
POLE POSITION é dedicada à Fórmula E que está na Cidade do México para a
sequência da temporada que teve início em dezembro, e prossegue neste sábado no
mesmo Autódromo Hermanos Rodríguez onde a F1 corre, com algumas adaptações para
a corrida dos carros elétricos
O circuito mexicano é uma das
raras exceções de pista permanente da Fórmula E que tem como propósito correr
em circuitos de rua. A prova tem largada programada para às 17h pelo horário de
Brasília, com transmissão ao vivo pela TV Band e pelo canal do site ‘Grande
Prêmio’, no YouTube.
A reportagem do JORNAL DO SUDOESTE acompanhou a
abertura da 12ª temporada da Fórmula E, ocorrida no dia 6 de dezembro, em São
Paulo, no Circuito do Sambódromo, no Anhembi, prova que teve a vitória de Jake
Dennis e que ficou marcada pelo grave acidente envolvendo o estreante espanhol,
Pepe Martí, que capotou várias vezes depois de colidir com os carros de Antonio
Felix da Costa e de Nico Muller. Felizmente ninguém se feriu apesar do susto. O
brasileiro Felipe Drugovich estreou na categoria com um bom 5º lugar depois de
largar da 16ª posição, mas sofreu punição de 5s após a prova por realizar
ultrapassagem em bandeiras amarelas, e caiu para a 12ª posição.
Drugovich desistiu
momentaneamente da F1 para ser companheiro do vencedor, Jake Dennis, na equipe
Andretti. Sem perspectivas de conseguir vaga de titular na F1 depois de três
anos como piloto reserva da Aston Martin desde a conquista do título da F2, o paranaense
decidiu direcionar a carreira para a categoria os carros elétricos.
O outro brasileiro na disputa é o
já veterano, Lucas di Grassi, campeão da temporada 2016/17, atualmente na
equipe Lola-Yamaha. Em entrevista acompanhada pelo JORNAL DO SUDOESTE após a etapa de abertura, em São Paulo, Di
Grassi que teve papel importante no desenvolvimento dos carros da Fórmula E, se
mostrou confiante com o progresso de sua equipe, mesmo não terminando a prova
por conta de um acidente, depois das muitas dificuldades enfrentadas com o
carro na temporada passada.
A Fórmula E ainda é jovem. No México ela completa 150 corridas desde a sua criação em 2014. O primeiro E-Prix (sigla semelhante ao que chamamos de Grande Prêmio nas corridas de F1) aconteceu em Pequim, na China. De lá para cá a categoria passou por várias mudanças tecnológicas, desde a primeira geração em que os pilotos tinham que trocar de carro para completar a prova por conta da pouca autonomia da bateria, até a atual geração, denominada GEN3 Evo, que acelera de 0 a 100 em 1s82 (mais rápidos que os F1 neste quesito) e atinge 320 km/h, os carros se tornaram cada vez mais leves, rápidos e sustentáveis. E o melhor está por vir com a geração GEN4 que vem sendo preparada para a próxima temporada 2026/27, muito mais rápidos em aceleração, velocidade final, e eficiente na regeneração de energia que o modelo atual.
Antes de celebrar a 150ª corrida,
a Fórmula E já deu a volta pelo mundo passando por 32 pistas em 22 cidades
espalhadas por cinco continentes. A categoria fez 10 campeões diferentes em 11
temporadas - dois deles são brasileiros: Nelsinho Piquet na temporada
inaugural, e Lucas di Grassi, citado acima. O francês Jean-Eric Vergne é o
único a conquistar títulos consecutivos. Houve 24 pilotos diferentes vencendo
corridas, 38 subiram ao pódio e 32 fizeram pole positions. Ao todo, 89 pilotos
disputaram ao menos uma prova, e deles, Lucas Di Grassi é o único a ter
participado de todas.
Por tudo isso e muito mais, vale
a pena acompanhar a categoria que cresce a cada ano e proporciona grandes
corridas.


