Congo e Moçambique reúnem 90 mil pessoas e confirmam sucesso em São Sebastião do Paraíso

Foto: Jéssica Ap. Paula e Guilherme Henrique Siqueira Medeiros

A Festa da Congada reunindo ternos de Congo e Moçambique de São Sebastião do Paraíso confirmou, mais uma vez, sua grandiosidade e importância cultural ao reunir 90 mil pessoas ao longo dos cinco dias de programação, com uma média de dezoito mil participantes por dia. Considerada a maior festa de Congada de Minas Gerais, a celebração transformou a cidade em um grande palco de fé, tradição e identidade popular.

Realizada na Avenida Dr. José de Oliveira Brandão Filho, próximo ao Fórum no Jardim Mediterranée, a edição deste ano marcou um novo patamar de público e organização. Para atender à crescente presença de moradores e visitantes, o espaço foi ampliado, com aumento significativo das arquibancadas, garantindo mais conforto e segurança. Mesmo com a expansão, o local ficou lotado em todos as noites.

Além do fortalecimento cultural, a festa também teve impacto social e econômico positivo. A praça de alimentação, instalada durante a programação, contou com a participação de feirantes locais e instituições assistenciais, com a renda revertida para ações sociais e para os próprios comerciantes, promovendo geração de renda e apoio a iniciativas comunitárias.

Um dos momentos mais marcantes da programação aconteceu no dia 29, quando os ternos de Congo e Moçambique receberam oficialmente a Declaração de Patrimônio Cultural de Minas Gerais, concedida pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (IEPHA-MG). O reconhecimento valoriza as tradições ligadas às celebrações do Rosário, fundamentais para a identidade cultural do município e do estado.

O diretor de Proteção e Memória do IEPHA-MG, Adriano Maximiano da Silva, explicou que o registro foi realizado em 2024 e que, desde então, o Instituto tem visitado diversos territórios para realizar a entrega dos certificados. Ele lembrou que, embora esse patrimônio já estivesse previsto na Constituição, por muitos anos não houve um trabalho efetivo de registro e salvaguarda. Segundo Adriano, a iniciativa representa um ato concreto de preservação, garantindo proteção, valorização e continuidade do Reinado, dos ternos de Congo e Moçambique.

Para o prefeito Marcelo Morais, a expectativa sempre foi de que a festa fosse um sucesso. Segundo ele, todos compreenderam o motivo de a celebração ter a grandiosidade que apresenta, resultado da organização dos ternos e da estrutura do evento, que contou com segurança e espaço adequados. Diante de tudo o que foi apresentado, a tendência agora é avançar para a fase de consolidação da festa, com o objetivo de alcançar o reconhecimento nacional do evento, salientou. (Secom Pref. SSP)