Fenômeno paraisense: Conheça Felipe Ozelim, destaque do futsal

Com apenas 9 anos de idade, Gabriel chama atenção com números extraordinários por suas equipes
Foto: Divulgação

Já imaginou ter apenas 9 anos e ser considerado um fenômeno pelas equipes em que atua? Esta é a realidade de Felipe Ozelim, o grande destaque da base do Paraíso Futsal e do Ouro Verde Tênis Clube.

Atuando como fixo e ala direito pelo Paraíso Futsal em 2025, Felipe foi o artilheiro do time e vice das duas competições em que a equipe disputou. Pela Paulista Sul e Minas sub-10, o time paraisense foi vice-campeão, com Felipe anotando 23 gols em 16 jogos, competição essa, que tinha um total de 678 atletas. Já pela LIDARP (Liga Desportiva do Alto Rio Pardo Jogos), o time chegou até a semifinal e ficou com a 4ª colocação, com Felipe marcando 15 gols em sete partidas.

Um ano com um total de 30 gols em 31 jogos. Pelo Ouro Verde, o time conquistou a Copa Sul Minas sub-10, e Felipe ficou com a artilharia da competição com 23 gols marcados em 12 partidas.

Natural de São Sebastião do Paraíso, Felipe nasceu no dia 20 de junho de 2016, filho do produtor de café e leite João Vinicius Ozelim e da enfermeira Fabiana Pimenta Ozelim. Os primeiros chutes na bola foram dados graças ao seu avô materno, Cleonar Pimenta, que passou tanto a paixão pelo futebol quanto pelo time de coração, o Palmeiras, ao neto, ainda com 3 anos de idade.

Em 2021, após a pandemia da Covid-19, Felipe começou a treinar no Ouro Verde Tênis Clube, com o treinador Régis Junior no futsal e Fernando Dourado futebol de campo.

Em 2023, disputou sua primeira competição pela equipe do Ouro Verde, a Copa Sul Minas, e os números já foram impressionantes: vice-campeão e artilheiro com 23 gols marcados. No ano seguinte, também pela Copa Sul Minas, foi mais uma vez vice-campeão, mas manteve-se o artilheiro, anotando 26 gols.

O excelente rendimento lhe rendeu o convite de Fernando Dourado, auxiliar técnico de Jefferson “Barbino” nas categorias de base do Paraíso Futsal. Além dos incríveis números, Felipe também se destaca pela liderança e capitania dentro de quadra, como revelou o técnico “Barbino”: “É um garoto que nunca falta aos treinos, tem um comprometimento total, foi o capitão tanto do sub-9 quanto do sub-10 ano passado, e esse ano vai continuar sendo do sub-10 e vai ser do sub-11 também. Tem liderança, não gosta de perder, corre até a última bola, se precisar treinar de manhã, à tarde e à noite, ele treina com o mesmo empenho. É um garoto sensacional, só tenho coisas boas para falar dele”.

Com o sonho de ser jogador profissional, a sua grande inspiração vem dos gramados, o português Cristiano Ronaldo, mas Felipe não tem preferência quando perguntado se quer jogar profissionalmente o futebol ou o futsal: “Os dois, vou tentar os dois, o que der”.

A paixão é tanta que João Vinicius conta que Felipe respira futebol a todo momento: “Nada com pressão, é tudo por paixão dele mesmo. Quando não está jogando bola, está assistindo algum vídeo de futebol ou está chutando bola dentro do quarto. Ele respira futebol 24h por dia”.

Os pais dão total apoio ao filho e acompanham nos jogos sempre que podem, como conta João Vinicius: “Todos os jogos que têm, tanto pelo Ouro Verde quanto pelo Paraíso Futsal, a gente viaja, leva, até porque a gente acha que ele é muito novo ainda pra ir sozinho, ainda mais as viagens mais longas. Acompanhamos em todos os jogos, seja final de semana ou no meio de semana, a gente faz de tudo. Até hoje só um jogo que não conseguimos ir, que foi quando eles foram para Campos do Jordão (SP), porque estávamos viajando. A gente viajou com ele ano passado, pra ir em Viradouro (SP), a 180 quilômetros, pra ver ele jogar. Chegamos em casa à 1h da madrugada.”

Em abril do ano passado, João levou Felipe inclusive para uma peneira do São Paulo Futebol Clube, que aconteceu na cidade de Guaxupé. Apesar de ter sido um dos destaques, as conversas não andaram, mas o pai já visa outros testes para o filho neste ano de 2026.

João conta o quão orgulho tem do fenômeno que é o filho e demonstra que não apenas basta estar presente, e sim o quanto é importante “jogar junto” com Felipe: “Parece que a gente está dentro de quadra com ele, não só nós, mas todos os pais, é uma vibração, uma energia surreal.

E a gente vê que ele necessita dessa nossa torcida, dessa nossa presença; a gente vê que ele procura a gente dentro de quadra. É um orgulho que não cabe. Dá pra contar nos dedos os jogos em que acabam que os técnicos não o parabenizam depois do jogo, porque realmente ele sobressai muito, principalmente no sub-9; ele está muito acima dos garotos da idade dele, todos dão parabéns a ele, isso pra nós é um orgulho sensacional”.