Investigado pela morte de jovens de Guaxupé e Guaranésia reage à prisão e é morto em Santa Catarina

Foto: Reprodução Jornal Razão

Um homem conhecido no meio criminoso como “Tio Sam”, apontado como integrante de destaque da facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense), morreu na manhã desta sexta-feira, dia 16, após reagir a uma tentativa de prisão no município de Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina. Ele era investigado por envolvimento direto em sequestros, sessões de tortura e homicídios, incluindo a morte de jovens naturais de Guaxupé e Guaranésia, no Sul de Minas.

De acordo com a Polícia Civil, o suspeito foi localizado em uma residência no bairro São Paulo, durante operação conduzida pela Delegacia de Roubos e Antissequestro (DRAS/DEIC), com apoio da TIC de Itajaí. No momento em que os policiais tentaram cumprir os mandados de prisão, o homem reagiu utilizando um revólver. Diante da agressão, os agentes efetuaram disparos. Ele foi atingido e morreu no local.

Conforme as investigações, o suspeito tinha 30 anos, era natural de São José (SC) e possuía dois mandados de prisão em aberto. Ele vinha sendo investigado por envolvimento em diversos crimes violentos registrados nos últimos meses na Grande Florianópolis, todos associados à atuação da principal facção criminosa do estado.

A Polícia Civil confirmou que o investigado estava à frente do sequestro, tortura e execução dos jovens Bruno, Daniel, Guilherme e Pedro, moradores de Guaxupé e Guaranésia, desaparecidos após chegarem à região no final de dezembro de 2025. As vítimas foram assassinadas de forma brutal, em um caso que gerou forte comoção e mobilizou forças de segurança de Santa Catarina e Minas Gerais.

O homem tinha uma extensa ficha criminal, com condenações anteriores por homicídio e tráfico de drogas, e já havia cumprido quase dez anos de prisão. Mesmo após deixar o sistema prisional, segundo a polícia, voltou a ocupar posição de liderança dentro da facção, comandando sequestros, sessões de tortura e execuções.

A morte do suspeito ocorre em meio a uma série de operações intensificadas das forças de segurança, deflagradas após a chacina que abalou a Grande Florianópolis, o resgate de vítimas sequestradas e a descoberta de possíveis cemitérios clandestinos, utilizados pela facção para ocultar corpos.

Em nota, a Polícia Civil destacou que as investigações seguem em andamento, com o objetivo de identificar outros envolvidos, esclarecer completamente a dinâmica dos crimes e desarticular as estruturas do crime organizado na região. O caso permanece sob responsabilidade da DEIC, que mantém frentes abertas de combate às facções criminosas em Santa Catarina.

A matéria é publicada com informações do jornal Razão, de Santa Catarina, e Correio do Sudoeste, de Guaxupé.