Arquiteta propõe urbanização e paisagismo de praça no Morada do Sol
A
arquiteta, urbanista e paisagista Érika Moreira Coelho utilizou a Tribuna Livre
da Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso, na sessão desta segunda-feira,
para apresentar um projeto de urbanização e paisagismo da Praça Irmãos Paiva,
localizada no bairro Morada do Sol, aos fundos da antiga Policlínica.
A
proposta contempla a instalação de mobiliários urbanos, como academia ao ar
livre, bancos, playground e, se possível, uma quadra poliesportiva. Segundo a
arquiteta, a quadra seria o item de maior custo, podendo ser viabilizada por
meio de parcerias com a iniciativa privada, dentro de programas como “Adote uma
Praça”, permitindo que empresas locais associem sua marca ao espaço por meio de
publicidade institucional. Durante sua manifestação, Érika solicitou a
pavimentação da Rua Alfredo de Resende, que ainda não possui asfalto nem
calçamento, além da urbanização completa da área da praça, com implantação de
calçada acessível em todo o entorno.
Destacou
a visibilidade estratégica da área, situada próxima a importantes equipamentos
públicos e privados, o que poderia despertar o interesse de patrocinadores.
Érica
apresentou dados sobre a abrangência da praça. Em um raio de 500 metros,
estima-se uma população de aproximadamente seis mil moradores. Já em um raio de
200 metros, estão localizados a Escola Municipal Professor José Carlos Maldi, a
antiga Policlínica, além do Laboratório São Lucas.
Conforme
relatado, somente nas clínicas próximas há uma média de cerca de 150
atendimentos diários, o que gera fluxo constante de pessoas. A arquiteta
observou que, com a possível transformação da antiga Policlínica em novo
equipamento público de saúde, a circulação tende a aumentar, tornando a praça
um espaço potencial de espera, descanso e convivência para pacientes e
acompanhantes.
No
caso da escola, o espaço também poderia ser utilizado para atividades
extracurriculares e de integração da comunidade escolar.
Problemas ambientais e de saúde pública
Moradora
das imediações, Érika chamou atenção para o descarte irregular de lixo e
entulho no local. Segundo ela, a situação tem provocado contaminação do solo,
proliferação de insetos — incluindo risco de focos do mosquito aedes aegypti —
e a presença de animais peçonhentos e de grande porte.
Ela
relatou que, ao longo dos últimos 15 anos, coordenou três mutirões de plantio
de árvores na área, totalizando cerca de 200 mudas. Apesar dos esforços, o
problema do descarte persiste. Em uma das ações de limpeza, foram retirados 11
caminhões de lixo e entulho do terreno.
Entre
os materiais encontrados, citou eletrodomésticos descartados, resíduos
industriais e grande volume de restos de construção civil.
A
arquiteta informou ter realizado uma estimativa prévia de custos dos
equipamentos sugeridos, com base em valores pesquisados, destacando que parte
dos investimentos poderia ser buscada por meio de emendas parlamentares.
Lembrou
ainda que esta é a terceira vez que utiliza a Tribuna Livre. Em ocasiões
anteriores, apresentou propostas relacionadas à malha viária do município e à
implantação de uma usina de reciclagem de resíduos sólidos da construção civil.
Também
mencionou projeto apresentado em gestões anteriores para revitalização da Praça
da Lagoinha, ressaltando que parte das ideias acabou sendo incorporada em
intervenções realizadas no local.
Ao encerrar, a arquiteta colocou-se à disposição para colaborar tecnicamente com o Poder Legislativo e o Executivo na construção do projeto, defendendo que a implantação definitiva da praça poderá garantir mais qualidade de vida aos moradores do entorno e à população flutuante que utiliza os serviços da região.

