Juliana Paulino é eleita presidente da Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas
Produtora rural de Monte Santo de Minas, da Fazenda Nova Aliança, foi aclamada em reunião realizada na sede da entidade, em Guaxupé
A
produtora rural Juliana Paulino, de Monte Santo de Minas, proprietária da
Fazenda Nova Aliança, foi eleita presidente da Associação dos Cafeicultores do
Sudoeste de Minas. A aclamação ocorreu na noite de segunda-feira, 30 de março,
na sede da entidade, em Guaxupé.
Ao
assumir a presidência, Juliana destacou o crescimento da associação e o
fortalecimento da participação dos cafeicultores da região. “A gente fazia
reunião sentado em dez pessoas. Nossa primeira diretoria eram cinco. Então, ver
a casa cheia hoje é motivo de muita alegria”, afirmou.
Em seu
discurso, ela indicou quais devem ser os principais eixos de sua atuação à
frente da entidade, com ênfase em educação, qualificação da produção e
valorização da identidade regional. “Da mesma maneira que eu fui convencida, a
gente tem uma enormidade de produtores e parceiros para serem convencidos da
importância da nossa região, da importância do nosso café, da importância de
fazer bem-feito”, disse.
Juliana
também citou o papel da assistência técnica e da certificação no avanço da
cafeicultura regional. Ao defender a importância do Certifica Minas, ela
associou o programa ao processo de melhoria da produção no Sudoeste Mineiro. “O
Certifica Minas foi o que trouxe o começo da excelência para a gente fazer tudo
isso, porque abriu as porteiras. Eu vejo um monte de gente concordando que, se
nós não tivéssemos o Certifica Minas, a gente não aprenderia como deve fazer as
coisas de uma maneira melhor”, declarou.
Ao
abordar os desafios do setor, a nova presidente afirmou que o fortalecimento da
cafeicultura passa por conhecimento técnico, organização e abertura gradual de
mercado. “Educação envolve certificado, envolve conhecimento. A questão da
exportação é uma coisa que tem que ser feita gradualmente. Não é fácil, mas é
possível. O principal é a gente saber isso”, afirmou.
Outro
ponto destacado por Juliana foi a defesa da qualidade do café produzido na
região. Segundo ela, a valorização do produto depende diretamente da forma como
ele é conduzido e apresentado. “Todos os cafés são bons, desde que sejam feitos
da maneira correta”, disse. Em outro trecho, reforçou a necessidade de agregar
valor à bebida: “O café bom tem que ser tomado na taça”.
No
encerramento, Juliana reconheceu o peso de suceder Fernando Barbosa,
ex-presidente da associação e responsável por sua criação. “Eu me sinto muito
honrada de estar aqui me apresentando, mesmo sabendo que não é fácil substituir
o Fernando. Mas ele será o meu braço direito e o esquerdo, também. Então, vamos
em frente”, declarou.
Cafeicultor
em São Pedro da União, Fernando Barbosa esteve à frente da Associação dos
Cafeicultores do Sudoeste de Minas com uma atuação voltada à valorização da
origem, à busca por qualidade e ao fortalecimento coletivo dos produtores.
Sua
gestão foi marcada pelo trabalho de estruturação da entidade e pela defesa de
uma cafeicultura mais organizada, transparente, moderna e sustentável. Mais do
que resultados, ele deixa como legado a união, a representatividade e o avanço
institucional da associação na região.
A
Associação dos Cafeicultores do Sudoeste de Minas é uma entidade sem fins
lucrativos, de caráter representativo, voltada à valorização, ao
desenvolvimento sustentável e à promoção da cafeicultura regional. Segundo a
própria instituição, seu propósito é inspirar e fomentar uma nova cafeicultura
para uma nova região, incentivando modelos de produção sustentáveis,
transparentes e verificáveis.
A área
de atuação da associação abrange 21 municípios do Sudoeste de Minas:
Alpinópolis, Alterosa, Arce-burgo, Bom Jesus da Penha, Botelhos, Cabo Verde,
Carmo do Rio Claro, Conceição de Aparecida, Fortaleza de Minas, Guaxupé,
Guaranésia, Itamogi, Jacuí, Juruaia, Monte Belo, Monte Santo de Minas, Muzambinho,
Nova Resende, Passos, São Pedro da União e São Sebastião do Paraíso.
De acordo com dados divulgados pela entidade, a região reúne produção anual média de 2,6 milhões de sacas de café de 60 quilos, área de produção de 178.530 hectares, 11.818 propriedades e população de 479.417 pessoas nos municípios da área demarcada.


