Brasil registra maior audiência televisiva da F1 em 2026
Recorde foi registrado durante o GP da Inglaterra, com 18 milhões de telespectadores nas transmissões da Globo e do SporTV
A F1 comemora números expressivos de audiência na televisão,
público nos autódromos e crescimento de seguidores nas redes sociais nesta
primeira metade da temporada.
O novo regulamento que entrou em vigor nesta temporada,
criticado por pilotos, jornalistas e fãs da categoria, não diminuiu o interesse
pelo esporte. E por incrível que pareça, mesmo contestado por causa da abrupta
perda de potência dos motores em determinadas pistas, a maioria das onze
corridas disputadas proporcionou provas interessantes. Não faltaram boas
disputas — ainda que algumas pistas tenham produzido ultrapassagens artificiais
com o chamado efeito ioiô, quando um carro fica sem bateria, é ultrapassado, e
logo depois recupera a energia e retoma a posição, repetindo essa sequência diversas
vezes. Nas últimas cinco corridas houve cinco vencedores diferentes.
A volta da F1 para a Globo, que retomou as transmissões
depois de cinco anos, colocou o Brasil de volta entre os países com mais
audiência televisiva. O recorde mundial de audiência para qualquer emissora de
TV foi registrado durante o Grande Prêmio da Inglaterra, em Silverstone,
assistido por 18 milhões de telespectadores entre Globo e SporTV. Nessa mesma
corrida, a Itália registrou aumento de 27% de audiência em comparação com 2025,
mas com números inferiores aos registrados no Brasil.
De acordo com dados do Ibop, a audiência da F1 já alcançou
52,8 milhões de telespectadores, desde a transmissão dos testes de
pré-temporada pelo SporTV e da cobertura ao vivo de todos os treinos livres,
classificações e corridas, superando os 39,3 milhões de pessoas que a Band
computou durante toda a temporada passada.
Mas isso não quer dizer que o trabalho da Globo seja tão
superior ao que a Band fez nos últimos cinco anos. Não tenho opinião formada a
respeito do que a Globo faz, porque não acompanho a F1 pelos canais de
televisão, mas fontes confiáveis me dizem que as transmissões do Grupo Globo,
em ambos os canais, deixam a desejar. Há décadas sou adepto das transmissões
das corridas pelo rádio, mais precisamente desde os anos 1980, com apenas as
imagens da TV.
Atualmente a Band News FM é a única emissora de rádio que
transmite todas as corridas para o Brasil em suas plataformas digitais. É dela
que sincronizo o áudio com as imagens da F1TV, canal de streaming da própria F1
na internet.
Vale ressaltar que a Globo ganhou a queda de braço contra
outras duas emissoras de TV no Brasil, mesmo pagando menos pelos direitos de
transmissão e não mostrando todas as corridas na TV aberta. Isso fez parte da estratégia
da Liberty Media, dona dos direitos comerciais da F1, ciente de que o Grupo
Globo daria mais visibilidade ao produto no Brasil, que é um país onde a
categoria tem raízes fincadas desde que Emerson Fittipaldi colocou o Brasil no
mapa da F1.
O número de pessoas nos autódromos cresceu 6% em relação ao
ano anterior, com quase 3,7 milhões de torcedores que compareceram aos fins de
semana de corrida em 2026, contra 3,4 milhões no mesmo período em 2025. Seis
novos recordes de público foram batidos nos Grandes Prêmios da Austrália
(487.000), Canadá (360.000), Áustria (320.000), Inglaterra (564.000, recorde
absoluto de todos os tempos), Bélgica (400.000) e Hungria (310.000), segundo os
organizadores da F1.
Já nas mídias sociais, o número de seguidores cresceu 19% em
relação a 2025, o equivalente a 125 milhões de novos seguidores.
A F1 está em férias de verão na Europa e retorna no dia 23
para as doze etapas finais da temporada. Kimi Antonelli lidera o campeonato com
219 pontos, 50 a mais que Lewis Hamilton (169) e 59 a mais que George Russell
(160).
A principal novidade no segundo semestre será o GP do
Bahrein, que será disputado na Malásia. Mas esse é um tema para as próximas
colunas.
Feliz Dia dos Pais! E ao meu herói e maior referência, um
beijo especial. Te amo, pai!

