PCMG conclui investigação sobre morte de homem de São Tomás espancado por grupo

Cinco homens foram identificados como envolvidos nas agressões contra duas vítimas; uma delas morreu na zona rural de Itirapuã (SP
Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu as investigações sobre a morte de um homem de São Tomás de Aquino, espancado por um grupo de cinco pessoas na madrugada de sexta-feira, 7, para sábado, 8. Outra vítima, também moradora do município, foi agredida e sobreviveu. Os nomes e as idades dos envolvidos não foram divulgados pela Polícia Civil.

Ao Jornal do Sudoeste, o delegado Rodrigo Bittar informou que os fatos foram totalmente esclarecidos pela Polícia Civil. Os cinco homens apontados como envolvidos nas agressões foram identificados e admitiram participação no episódio.

A apuração constatou que o caso teve início em São Tomás de Aquino e terminou em Itirapuã, no interior de São Paulo. Segundo a investigação, teria ocorrido anteriormente um furto na residência de um dos envolvidos, em São Tomás. O proprietário do imóvel, acompanhado de outros quatro homens, teria então localizado as duas vítimas.

Os dois homens suspeitos foram agredidos e levados pelo grupo até o município de Itirapuã, onde as agressões continuaram.

Uma das vítimas foi deixada gravemente ferida na zona rural do município paulista. Um transeunte encontrou o homem e acionou a Polícia Militar, mas ele não resistiu aos ferimentos.

A segunda vítima sobreviveu. Um familiar a trouxe até a Santa Casa de Misericórdia de São Sebastião do Paraíso, onde recebeu atendimento médico e foi internado. O estado de saúde não foi divulgado.

INVESTIGAÇÃO CHEGOU À PCMG NA SEGUNDA-FEIRA

Como parte dos fatos ocorreu em território paulista, o caso inicialmente foi apurado pela Polícia Civil de São Paulo. Depois que as investigações apontaram que as agressões tiveram início em São Tomás de Aquino, a Polícia Civil de Franca encaminhou o caso à Polícia Civil de Minas Gerais.

De acordo com Rodrigo Bittar, o caso chegou à PCMG na segunda-feira, 10. A partir daí, foram realizados levantamentos para esclarecer a participação dos envolvidos e reconstruir a dinâmica do crime.

Entre as diligências, a Polícia Civil realizou teste de luminol em um veículo pertencente a um dos suspeitos. Durante as apurações, os envolvidos admitiram que pegaram as vítimas em São Tomás de Aquino e as levaram até Itirapuã.

Segundo o delegado, as confissões e os demais elementos reunidos durante a investigação permitiram esclarecer integralmente os fatos.

Os cinco investigados não foram presos em flagrante, uma vez que o caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil mineira somente posteriormente. Eles permanecem à disposição da Justiça, que poderá decidir pela decretação de prisão no decorrer do processo.

O exame de necropsia da vítima que morreu foi realizado no Estado de São Paulo.

“JUSTIÇA COM AS PRÓPRIAS MÃOS”

Rodrigo Bittar classificou o episódio como um caso de “justiça com as próprias mãos”.

Segundo a Polícia Civil, a vítima que morreu já havia sido investigada e indiciada pela PCMG por outros crimes. O homem havia sido preso em duas ocasiões por furto e, conforme a autoridade policial, também possuía envolvimento com o tráfico de drogas. A prisão mais recente havia ocorrido poucos dias antes do homicídio.

O delegado ressaltou ainda que não houve omissão da Polícia Civil em relação às ocorrências anteriores envolvendo a vítima, que já havia sido investigada, indiciada e presa pela instituição.

A suspeita de envolvimento das vítimas no furto que antecedeu o episódio foi apontada durante a apuração como possível motivação para as agressões. Com a conclusão das investigações, a PCMG considera esclarecida a dinâmica do crime e a participação dos cinco homens envolvidos.