Volta das férias marca o último GP da Holanda de F1

Neste sábado acontece a quinta de seis Sprints do ano, enquanto a segunda metade do campeonato deverá ter 12 corridas em dezesseis finais de semana
Foto: Reprodução/Red Bull
De contrato renovado até 2030, Verstappen corre em casa pela última vez na F1

O Grande Prêmio da Holanda marca o retorno das férias da F1 com a quinta e penúltima corrida Sprint do ano. Será também a última vez em que a categoria correrá no Circuito de Zandvoort, já que o país do tetracampeão Max Verstappen está deixando o calendário da F1 após esta temporada.

A Holanda ficou 36 anos fora do calendário. Retornou em 2021, mas os promotores decidiram não renovar o acordo para os próximos anos. Mesmo tendo um dos maiores pilotos da atualidade no grid da F1, o evento não gerou a receita esperada para sustentar a corrida pelos próximos anos.

O lendário Circuito de Zandvoort, que no passado proporcionou momentos que entraram para a história da F1, como o acidente entre Alain Prost e Nelson Piquet em 1983, quando os dois brigavam pelo campeonato, e a última vitória da carreira de Niki Lauda, em 1985, é um dos lugares que ainda respiram F1 de outras épocas, embora a pista tenha sido bastante modificada para retornar em 2021.

Com 4.259 metros, Zandvoort é um dos circuitos mais curtos e estreitos da temporada. Por isso, gerou surpresa quando a F1 anunciou que a pista receberia uma corrida Sprint pela primeira vez.

Isack Hadjar lesionou o pulso durante as férias e está fora do GP da Holanda. Ele será substituído na Red Bull por Liam Lawson, que por sua vez, será substituído por Yuki Tsunoda, na equipe irmã, Racing Bulls. Mas a grande notícia da semana foi o anúncio da extensão do contrato de Max Verstappen com a Red Bull até 2030.

É um voto de confiança à Red Bull, que enfrenta uma temporada de altos e baixos, e no futuro da própria F1. Verstappen é um dos maiores críticos ao atual regulamento, e chegou a ameaçar deixar a categoria se nada fosse feito para melhorar a perda de potência dos motores em trechos de aceleração máxima.

O novo acordo de Verstappen põe fim às especulações sobre o seu futuro na F1 e acena para uma calmaria na dança das cadeiras nas outras equipes. A Williams já anunciou a renovação do contrato de seus dois pilotos, Alex Albon e Carlos Sainz.

Kimi Antonelli é o líder do campeonato, com 219 pontos, 50 a mais que Lewis Hamilton (169) e 59 à frente de George Russell (160), que já começa a sentir a ameaça de Charles Leclerc, em quarto, com 138 pontos.

Na última etapa antes da pausa para as férias, a McLaren venceu o Grande Prêmio da Hungria com Lando Norris, depois de o companheiro de equipe, Oscar Piastri, ter comandado a primeira parte da corrida. Isso indica que a atual campeã de construtores deverá estar forte na segunda metade do campeonato, juntando-se a Mercedes e Ferrari na disputa por vitórias.

A segunda metade do campeonato será intensa, com 12 corridas previstas pelos próximos dezesseis finais de semana, até o encerramento marcado para o dia 6 de dezembro.

A ressalva fica por conta da incerteza provocada pela guerra entre Estados Unidos e Irã, que mantém a segurança como preocupação para a realização dos Grandes Prêmios do Qatar e de Abu Dhabi, no Oriente Médio.

Para que não haja quebra de contrato com as emissoras de TV, a F1 tem que entregar o mínimo de 22 das 24 corridas programadas. Uma delas já está resolvida: a Malásia será palco do GP do Bahrein, no Circuito de Sepang, totalmente bancado pelo governo barenita.

Uma coisa já é certa: se as etapas do Qatar e de Abu Dhabi não puderem ser realizadas, a F1 terá que encontrar alternativas; Ímola e Portimão, em Portugal, aparecem como possíveis opções.