Moradores devem solicitar corte de árvores que dificultam a mobilidade em Paraíso
Prefeitura reforça orientações para podas e remoções; tocos e raízes devem ser retirados e calçadas reformadas após o serviço, sob risco de multa

Com
o crescimento de reclamações sobre árvores e tocos que dificultam a mobilidade
em calçadas de São Sebastião do Paraíso, a Prefeitura tem orientado os cidadãos
sobre como solicitar o corte legal desses exemplares, especialmente quando
impedem o trânsito de pedestres, idosos, cadeirantes e pessoas com mobilidade
reduzida.
De
acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente, Renan Jorge Preto, a
solicitação pode ser feita presencialmente na Secretaria de Meio Ambiente, com
a apresentação de documentos como:
-
Documento pessoal do proprietário ou de seu representante (com procuração);
-
Comprovante de vínculo com o imóvel (IPTU ou matrícula);
-
Comprovante de endereço.
"A
pessoa também pode fazer o protocolo online, por meio do Portal do Cidadão, no
site da Prefeitura. O processo é simples e os documentos são os mesmos. Após o
pedido, a equipe de fiscalização faz uma vistoria no local", explica o
secretário.
Se
for constatada a necessidade do corte, é emitida uma autorização formal. A
Prefeitura só realiza o serviço diretamente em casos específicos: "Quando
há risco de queda ou se a árvore estiver atrapalhando claramente a
acessibilidade, e ainda assim a pessoa não tiver condições financeiras de pagar
pelo serviço, a Secretaria de Obras pode ser acionada, mas somente após a
autorização da Secretaria de Meio Ambiente", diz Renan.
Outro
ponto que tem gerado críticas da população são os tocos e raízes que permanecem
nas calçadas mesmo após o corte das árvores, dificultando a passagem. O
secretário esclarece que a retirada completa do tronco, raízes e a recuperação
da calçada são obrigações do responsável pelo corte:
"Essa
é uma das condicionantes da autorização. Quem cortar a árvore tem que fazer
também a retirada do toco e das raízes e reformar a calçada. Se não fizer, pode
ser multado", ressaltou. O valor da multa é de um VRM (Valor de Referência
do Município), atualmente em pouco mais de R$ 250,00.
A
fiscalização ainda não tem atuado de forma massiva nesse ponto, mas, segundo
Renan, a Prefeitura deve iniciar em breve um pente-fino para identificar
situações irregulares: "Sabemos que existem muitos casos assim. Por isso,
estamos nos organizando para intensificar as vistorias. Quem não cumprir as
exigências será notificado e poderá ser multado", alerta o secretário.
Para mais informações ou para realizar uma solicitação, o cidadão pode procurar diretamente a Secretaria de Meio Ambiente ou acessar os canais oficiais de comunicação da Prefeitura.