FURTO CAFÉ

Ladrões de café tem agido no município de Paraíso: furtos ocorrem em terreirões e na própria lavoura

Sacas foram transportadas por caminho pouco conhecido dentro da propriedade, o que aumenta a suspeita de que criminosos já haviam estado no sítio
Por: Ralph Diniz | Categoria: Agricultura | 08-06-2024 04:48 | 974
Foto: Arquivo

Um produtor de café de São Sebastião do Paraíso sofreu um prejuízo considerável depois que ladrões invadiram sua propriedade e furtaram cerca de 15 sacas de café em coco que estavam em um terreiro. O crime aconteceu na madrugada de quarta-feira, 5. Ninguém foi preso até o momento.

O furto foi descoberto por volta das 2 horas da manhã, quando os caseiros do sítio São Judas Tadeu, incluindo uma mulher de 58 anos, ouviram barulhos estranhos e o latido dos cães. Inicialmente desconsiderando o alerta, eles perceberam mais tarde que o produto faltava em um dos terreiros da propriedade.

Ao fazer uma vistoria nas imediações, o casal percebeu que uma passagem estreita e pouco conhecida, utilizada como "carreador de café", parece ter sido o caminho utilizado pelos criminosos para transportar as sacas. O fato gerou a suspeita de que os criminosos tinham conhecimento prévio daquela área.

Os envolvidos aproveitaram a ausência de câmeras ou sistemas de segurança para executar o crime sem serem notados e fugiram com o café em coco, ou seja, sem ser beneficiado, sem maiores problemas. O 43º Batalhão de Polícia Militar foi acionado e compareceu ao sítio para registrar a ocorrência e fazer o rastreamento dos suspeitos. Contudo, ninguém foi identificado. Um perito da 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil também esteve na propriedade. A PC investiga o caso.

Segundo informações obtidas pelo Jornal do Sudoeste furtos também ocorreram em outras propriedades a poucos quilômetros de Paraíso, sentido São Tomás de Aquino. Fonte ouvida pelo jornal disse que sacas de café apanhado que estavam na lavoura, “sumiram da noite para o dia”.  Na mesma região, cafezais foram invadidos por ladrões e frutos foram furtados ainda em suas árvores. Este tipo de furto ocorreu em safras anteriores, e de acordo com as informações, voltam a ocorrer. Segundo a polícia, essas ocorrências não foram registradas pelas vítimas.