Jovens da região desaparecidos desde dezembro são encontrados mortos na Grande Florianópolis

Corpos foram encontrados neste sábado em cemitério clandestino no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis
Foto: CORREIO SUDOESTE/JORNAL RAZÃO
Corpos foram encaminhados ao Instituto de Medina Legal do Estado de Santa Catarina.

Os corpos de quatro jovens mineiros, que estavam desaparecidos desde a madrugada do dia 28 de dezembro, foram encontrados na manhã deste sábado, dia 3, em uma área de mata no município de Biguaçu, na Grande Florianópolis. O local, conforme informações confirmadas pela Polícia Militar de Santa Catarina, funcionava como um cemitério clandestino utilizado pela facção criminosa PGC (Primeiro Grupo Catarinense).

As vítimas foram identificadas como Bruno Máximo da Silva, de 28 anos; Daniel Luiz da Silveira, também de 28; Guilherme Macedo de Almeida, de 20; e Pedro Henrique Prado de Oliveira, de 19 anos. Os jovens foram localizados após vários dias de buscas intensas, que contaram com apoio de equipes especializadas da Polícia Militar e do setor de inteligência da corporação.

Três jovens são mineiros, da região Sudoeste: Daniel é natural de Guaxupé; Bruno e Guilherme de Guaranésia e Pedro Henrique, paulista, natural de Araraquara (SP).

Conforme já havia revelado com exclusividade o Jornal Razão, de Tijucas, Santa Catarina, a principal linha de investigação indicava que os jovens teriam sido executados por integrantes da facção catarinense, após serem confundidos ou identificados como membros do PCC (Primeiro Comando da Capital), grupo criminoso rival com atuação predominante no estado de São Paulo.

Segundo a polícia, a suspeita de envolvimento com facções teria surgido a partir de imagens publicadas em redes sociais, nas quais um dos jovens aparece fazendo o gesto conhecido como “Tudo Três”, interpretação que, no meio criminoso, é associada ao PCC. As famílias, no entanto, sempre negaram qualquer ligação das vítimas com o crime, reforçando que os rapazes estavam em Santa Catarina apenas em busca de melhores oportunidades de trabalho e qualidade de vida.

Desde o início do desaparecimento, a Polícia Militar atuou por meio do programa SOS Desaparecidos. A partir de informações obtidas pela inteligência policial, as buscas se concentraram em uma área de difícil acesso, onde, na manhã deste sábado, os corpos foram encontrados enterrados.

De acordo com as autoridades, os jovens foram torturados, espancados e mutilados antes de serem executados. O local, ainda conforme a polícia, seria utilizado com frequência pela facção criminosa para execuções e ocultação de cadáveres.

A Polícia Científica foi acionada para a remoção dos corpos e realização dos exames de necropsia, que deverão auxiliar no avanço das investigações e na responsabilização dos envolvidos.

As informações são baseadas em dados divulgados pelo Jornal Razão, de Tijucas, Santa Catarina, e confirmadas por fontes oficiais da Polícia Militar.