Presença de andarilhos no Centro continua preocupando moradores e comerciantes
Relatos apontam intimidações, uso de drogas em espaços públicos e transtornos em frente a lojas
A presença de andarilhos e pessoas em situação de rua na região central de São Sebastião do Paraíso tem gerado preocupação entre moradores e comerciantes. Nas últimas semanas, populares procuraram o Jornal do Sudoeste para relatar episódios de intimidação, ocupação irregular de espaços públicos e prejuízos à atividade comercial.
De
acordo com os relatos, há situações em que indivíduos reagem de forma hostil
diante da negativa de pedidos de dinheiro, com ofensas verbais e, em alguns
casos, ameaças, especialmente contra mulheres e idosos. Também foram apontadas
ocorrências de uso de bebidas alcoólicas e drogas em locais públicos, como
bancos de praças e o coreto da Praça da Matriz, que estariam sendo utilizados
como pontos de encontro.
Comerciantes
do Centro afirmam ainda que algumas dessas pessoas dormem em frente aos
estabelecimentos durante a noite e, pela manhã, deixam sujeira, restos de
alimentos, garrafas vazias e até fazem necessidades fisiológicas nas portas das
lojas, gerando insegurança e transtornos ao funcionamento do comércio.
No fim
do mês passado, um empresário chegou a divulgar a situação enfrentada em frente
ao seu estabelecimento. Procurado pela reportagem, ele optou por não se
identificar por receio de retaliações. Segundo ele, “muita gente ainda,
inclusive do poder público, defende o que essas pessoas fazem, com a desculpa
de que todos têm direito de ir e vir”. Outro, disse: “A gente chega para abrir
a loja e encontra a porta suja, resto de comida, garrafas espalhadas e até
fezes. Além do constrangimento, isso afasta clientes e dá uma sensação
constante de insegurança”, relatou.
Ao “JS”,
o prefeito Marcelo Morais afirmou que o município mantém ações permanentes de
abordagem por meio do setor de Ação Social, da Guarda Civil Municipal e da
Polícia Militar, incluindo encaminhamentos para tratamento e acolhimento quando
há adesão por parte das pessoas abordadas.
Segundo
o prefeito, a situação persiste enquanto não houver uma distinção clara entre
pessoas que necessitam de assistência social e aquelas que demandam atuação
policial. Ele afirmou que, de acordo com levantamentos do município, cerca de
90% dos casos envolvendo pessoas que causam transtornos na área central dizem
respeito a indivíduos que possuem família e residência em São Sebastião do
Paraíso.
O chefe
do Executivo também ressaltou que parte dessas pessoas acaba permanecendo nas
ruas com apoio de familiares ou terceiros, quando, segundo ele, o correto seria
a atuação conjunta com o setor de Ação Social para que a ajuda chegue
efetivamente a quem precisa.
Orientação
à população
A orientação da Prefeitura é que cidadãos que se sintam coagidos ou impedidos de exercer suas atividades anotem as características do indivíduo que esteja importunando e acionem a Polícia Militar ou a Guarda Civil Municipal. Caso o problema não seja resolvido, a recomendação é procurar diretamente o prefeito, que afirma direcionar imediatamente as autoridades ao local.

