Emerson Simões Capatti e o amor pelo esporte herdado de seu pai

De jogador profissional da Paraisense a presidente do Paraíso Futsal
Foto: Divulgação
Emerson Simões Capatti

O esporte costuma virar uma paixão na vida de uma pessoa através de várias maneiras. Pode ser ao ver um atleta, ao ver uma modalidade, uma equipe ou pode vir de família, que é o caso de Emerson Simões Capatti, que herdou o amor pelo futebol através de seu pai.

Natural de São Sebastião do Paraíso, Emerson nasceu em 21 de outubro de 1981, é filho da comerciante Maria Vitória Simões Capatti e de Antônio Pavan Capatti, conhecido como "Tito" Capatti. Seu pai foi vereador de 1991 a 2003, ano de seu falecimento, e também compôs a diretoria da Associação Atlética Paraisense de 1989, ano em que a Verdona sobe para a primeira divisão do campeonato Mineiro, até 2000.

Foi nos tempos de seu pai como diretor da Paraisense, em que Emerson se apaixonou pelo futebol. Torcedor do Palmeiras, igual ao seu pai, Emerson ia até os treinamentos da Verdona desde a infância, e foi lá que deu seus primeiros passos como atleta. Emerson atuava como zagueiro e lateral-direito, e fez parte das categorias de base da Verdona.

Aos 15 anos, teve uma oportunidade de fazer um teste no América-MG e depois no Linense, mas seu pai pediu para que se focasse nos estudos. Assim, Emerson integrou o time profissional da Paraisense e atuou até o ano de 2000, jogando a Série B do mineiro. Mas, em 2003, após o falecimento de seu pai, Emerson se retira do futebol profissional para assumir os negócios da família.

Pelo amador, Emerson disputou e foi campeão da Taça Paraíso e da Copa dos Campeões pelo Santa Cruz, Diamantina, Queimada Velha, onde venceu a Copa da Água, e fez parte da equipe e diretoria do Seniors.

Empresário no ramo ótico há 25 anos, Emerson recebeu o convite quando o Paraíso Futsal teve a sua parceria com a Intelli, por meio de Agnaldo Grillo Paschoali, o "Tiguina", para integrar a diretoria entre 2013 e 2014. Após alguns anos sem atividades com o fim da parceria com a Intelli, e em seguida a pandemia do COVID-19, o Paraíso Futsal retornou às atividades, e hoje Emerson é o presidente do projeto. Seu mandato vai até 2029, e ele revela suas pretensões com a equipe.

"A gente não só na minha gestão, mas nas gestões passadas, sempre almeja voltar a ser aquele Paraizinho Futsal de encher a Arena Olímpica, cara. Esse é o sonho da comissão técnica do Barbino, do Fernando Dourado até a presidência. Todos nós temos esse sonho, temos esse objetivo. Porque assim, foi lindo demais vivenciar. É lógico que a gente não vai pular já para uma liga nacional. A gente tem essa noção, hoje para você participar de uma liga nacional é caro. É caro a cota e as despesas de viagem. E infelizmente nós não temos a verba para poder estar participando. Temos apoio de algumas empresas hoje, que são muito bem-vindas, mas a gente precisaria de muito mais para disputar uma liga nacional, porque o nível dela é diferente".

O time disputará em 2026 três competições: a LIDARP (Liga Desportiva do Alto Rio Pardo), da qual foram campeões no ano passado, a Taça Alterosa, onde chegaram até as quartas de final, e a Liga Metropolitana, da qual participam equipes da região de Ribeirão Preto (SP). Ela será disputada no lugar da Paulista Sul & Minas, em que o time paraisense também chegou até as quartas de final em 2025. E que será o grande desafio do time, segundo Emerson.

"Para se ter uma noção do que é o nível do Metropolitano, é o Campeonato Paulista, série A, série B, e o Metropolitano seria uma série C. Vai nos dar um parâmetro aí de até onde a gente pode ir com esse elenco e o que a gente precisa melhorar e dar um salto neste ano de 2026".

Emerson possui três irmãos: Hebert, que é empresário no ramo de pets; Érica, que é enfermeira; e Evelyn, que é fisioterapeuta em Santos-SP e hoje cursa medicina. Evelyn também é mais uma que herdou esse amor pelo esporte. Foi jogadora de handebol profissional, chegando a atuar em São Caetano-SP, Blumenau-SC, Portugal e até jogou um mundial pela seleção brasileira na Croácia. Emerson relembra com muita emoção toda a trajetória do responsável pela sua carreira e da irmã, que foi seu pai, para que esse sucesso no meio esportivo pudesse ter ocorrido, e que o inspira no seu trabalho à frente da presidência do Paraíso Futsal.

"Eu sinto muito orgulho do que o meu pai deixou para nós como filhos. E para Paraíso também. Ele deixou um legado legal, tanto no esporte quanto na política. Tenho orgulho de dizer isso. Ele me inspira. Então, ele me teve como atleta profissional, e, a minha irmã. Aí, passamos muita dificuldade. Tudo caiu nas nossas costas. A gente não tinha noção de nada. Meu pai era o cara da família. Minha irmã tinha apenas cinco anos quando ele faleceu. Então tive que virar homem da noite para o dia. E ver a minha irmã no lado esportivo também foi muito bonito, porque ela entrou no handebol e teve um destaque e uma história muito bonita". (por Rubens Avelar)