Tragédia das chuvas em Juiz de Fora deixa 14 mortos e pessoas desaparecidas
Juiz de Fora, na Zona da Mata
mineira, enfrenta uma das maiores tragédias climáticas de sua história recente.
Ao menos 14 pessoas morreram e dezenas seguem desaparecidas após as fortes
chuvas que atingiram o município entre a noite de segunda-feira (23) e a
madrugada desta terça-feira (24). Diante do cenário, a Prefeitura decretou
estado de calamidade pública.
O volume acumulado de 584
milímetros em fevereiro — segundo a prefeita Margarida Salomão —
transformou o mês no mais chuvoso da história do município, com índice superior
ao dobro da média esperada. O dado revela não apenas um evento extremo isolado,
mas um padrão climático fora da curva histórica, com impactos estruturais
severos.
O transbordamento do Rio
Paraibuna foi um dos principais fatores de agravamento da crise. O rio saiu da
calha, inundando áreas urbanas e deixando bairros inteiros ilhados — situação
descrita pela prefeita como “histórica”. O avanço das águas provocou inundações
generalizadas, deslizamentos e ao menos 20 soterramentos, especialmente na
região Sudeste da cidade.
De acordo com o Corpo de
Bombeiros Militar de Minas Gerais, foram registradas mais de 40 ocorrências
emergenciais em poucas horas, envolvendo resgates de moradores ilhados, vias
bloqueadas, risco estrutural em encostas e imóveis comprometidos. As equipes
seguem concentradas na localização de vítimas e na retirada preventiva de
moradores de áreas de risco.
IMPACTO SOCIAL IMEDIATO
Dados parciais da Defesa
Civil de Juiz de Fora apontam que pelo menos 440 pessoas estão
desabrigadas. A Prefeitura mobilizou estruturas de acolhimento e abrigo
provisório, enquanto creches e escolas municipais tiveram as aulas suspensas.
Servidores municipais passaram a atuar em regime de teletrabalho, e a
orientação oficial é que a população evite deslocamentos desnecessários.
O decreto de calamidade pública
permite ao município acessar recursos extraordinários, agilizar contratações
emergenciais e pleitear apoio estadual e federal. Ainda assim, o cenário aponta
para uma recuperação de médio e longo prazo, sobretudo nas áreas de
infraestrutura urbana, contenção de encostas e drenagem pluvial. (com
informações da Agência Brasil)

