Ação conjunta da Prefeitura e Estado assegura manutenção do Gedor Silveira

Foto: ASSCOM/Prefeitura

Em reunião realizada nesta sexta-feira, 27, em Belo Horizonte, a Prefeitura de São Sebastião do Paraíso e a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais deram um passo considerado decisivo para garantir a continuidade dos serviços prestados pelo Hospital Gedor Silveira.

De acordo com as informações repassadas, o município teve papel fundamental no avanço do processo de revocacionamento da unidade junto ao Governo de Minas, medida que evita o fechamento do hospital e busca assegurar a manutenção de uma importante porta de atendimento à população, especialmente na área de saúde mental.

A definição foi construída durante reunião na Secretaria de Estado de Saúde, na Cidade Administrativa, com a participação do secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, do deputado Cássio Soares, do procurador-geral do município, José Henrique Caldas Pádua, e da advogada da saúde, Larissa Alves Silveira.

Ficou estabelecido que Estado, município e União irão atuar de forma conjunta para definir, em curto prazo, um novo modelo de funcionamento para o hospital, em conformidade com a determinação judicial. Até o momento, porém, não foram detalhados quais serviços deverão ser mantidos ou implantados no processo de revocacionamento.

Durante o encontro, o prefeito Marcelo Morais foi enfático ao afirmar que o município não aceita o fechamento do hospital, ressaltando a relevância da unidade como porta essencial para o atendimento em saúde mental. A partir dessa posição, o Governo do Estado assumiu o compromisso de oferecer suporte para viabilizar o revocacionamento, que já começou a tramitar junto à Superintendência Regional de Saúde e à própria Secretaria de Estado.

Outro ponto destacado pelo prefeito foi a inclusão da Santa Casa de Misericórdia nas discussões estratégicas, com o objetivo de fortalecer os serviços de média e alta complexidade e evitar prejuízos na rede de atendimento já prestada pela instituição.

Marcelo Morais também destacou a utilização da estrutura da antiga Policlínica, hoje pertencente ao município, como parte do novo desenho assistencial, numa proposta de maior integração e agilidade no atendimento à população.

“Demonstramos força política para garantir que essa discussão avançasse rapidamente e que a população não ficasse desassistida”, afirmou o prefeito.

Uma nova reunião deverá ser realizada em Belo Horizonte, desta vez com a participação de representantes do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do CAO Saúde, para consolidar o modelo definitivo de funcionamento da unidade.

A expectativa, segundo o prefeito, é de que, em até 30 dias, o processo seja concluído, com a possibilidade de o município assumir a administração da unidade.

“Foi uma das reuniões mais produtivas que já tivemos. O mais importante é que conseguimos avançar para não deixar o hospital fechar e garantir o atendimento à população”, concluiu Marcelo Morais.