Padrasto é preso após confessar abusos contra enteada; escola fez o alerta

Suspeito admitiu atos ao ser confrontado pela mãe da vítima; prisão em flagrante ocorreu na Avenida Zezé Amaral após diligências da Polícia Civil
Foto: Arquivo JS

Um homem de 35 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil na manhã de quinta-feira, 26, em São Sebastião do Paraíso, sob a acusação de estupro de vulnerável contra sua enteada, uma pré-adolescente de 11 anos. A descoberta do crime ocorreu após um alerta emitido pela direção da escola onde a vítima estuda e contou com uma confissão do próprio agressor.

De acordo com o registro policial, a mãe da menor foi informada pela instituição de ensino, que relatou que a criança estaria sendo importunada sexualmente pelo padrasto. Após receber a notícia, a mãe retirou a vítima e o outro filho da residência e buscou refúgio na casa de familiares. Ao interpelar o companheiro sobre as informações repassadas pela escola, o homem confessou a prática dos atos, afirmando que os cometia "de vez em quando".

Após tomar conhecimento da situação, a equipe da Polícia Civil empreendeu diligências e localizou o suspeito na Avenida Zezé Amaral. Diante dos elementos que evidenciavam o crime, foi dada voz de prisão em flagrante. O indivíduo foi cientificado de seus direitos constitucionais, incluindo o direito ao silêncio e à assistência por advogado.

Conforme o relatório da ocorrência, foi necessária a utilização de algemas durante a abordagem. A medida foi adotada de forma justificada para resguardar a integridade física dos agentes e do próprio conduzido, além de prevenir eventual tentativa de fuga ou resistência.

RECORRÊNCIA PREOCUPANTE
Este episódio marca o segundo caso de estupro contra menores de idade cometido por padrastos em São Sebastião do Paraíso em um intervalo de apenas sete dias. No último dia 19 de março, um homem de 57 anos já havia sido detido em flagrante após abusar da enteada de 10 anos no bairro Loteamento São Sebastião.

O suspeito deste novo caso foi encaminhado à 4ª Delegacia Regional de Polícia Civil para as providências legais cabíveis. A vítima recebeu atendimento médico e os procedimentos de acolhimento foram iniciados para garantir a proteção integral da criança e de sua família.