Gedor Silveira esclarece alta de último paciente e alerta para impacto da paralisação do hospital
A Fundação Gedor Silveira divulgou, por meio de suas redes sociais, uma nota oficial detalhando a atual situação do Hospital Gedor e os desdobramentos da interrupção das atividades assistenciais da unidade, referência regional em saúde mental.
De acordo
com o comunicado, o último paciente citado recentemente em publicações já se
encontrava de alta médica desde o dia 24 de março deste ano, aguardando apenas
a retirada pelo município de origem, conforme o fluxo da rede pública. A
fundação esclarece que, nesse período, a permanência do paciente não era mais
de natureza clínica, mas sim de caráter social e administrativo. Sua saída, segundo
a nota, marca o encerramento do ciclo assistencial da unidade neste momento.
No balanço
das atividades, o Hospital Gedor ressalta que, apenas no último ano, atendeu
pacientes oriundos de mais de 150 municípios, com centenas de internações
realizadas em regime de rotatividade. A média de permanência variava entre 30 e
45 dias, com foco na estabilização dos quadros e posterior alta. A instituição
também destacou que o ambiente entre pacientes e equipe foi pautado pelo
respeito e profissionalismo, com manutenção da qualidade do atendimento até o
último momento de funcionamento.
A fundação
alerta que a interrupção das atividades poderá provocar impactos diretos na
rede de saúde mental, incluindo possível sobrecarga dos serviços de urgência e
risco de desassistência. Diante desse cenário, o comunicado alerta sobre a
necessidade de uma solução coordenada entre Estado e municípios para garantir a
continuidade do atendimento.
Sobre a
paralisação, a entidade afirma que, neste momento, trata-se de uma interrupção
das atividades assistenciais motivada pela ausência de novos encaminhamentos e
de laudos que viabilizem internações. Não há previsão de retomada, e a
diretoria informou que deverá adotar as medidas administrativas cabíveis.
A unidade
contava com aproximadamente 150 colaboradores, entre equipe administrativa e
multiprofissional, incluindo 16 médicos — sendo três psiquiatras e três
clínicos. Ainda conforme a nota, apesar de haver decisão judicial favorável à
continuidade das atividades, a ausência de fluxo de pacientes por parte do
Estado inviabiliza o funcionamento.
Reconhecido como referência em saúde mental para municípios mineiros, o Hospital Gedor atendia com foco no tratamento, estabilização e reinserção social dos pacientes. A fundação conclui ressaltando que a ausência do serviço impacta diretamente a população.



