O que realmente importa no trabalho? Como a psicoterapia e a mentoria transformam relações e carreiras
Você
sabe o que realmente importa quando vai para uma reunião de equipe na sua
empresa?
Muito
mais do que o tema que será tratado ou as decisões que serão tomadas, importam
as relações entre as pessoas. Tenho recebido muitos pacientes no consultório
cuja maior dificuldade tem sido a pressão entre colegas no dia a dia ou durante
essas reuniões. Surgem dúvidas constantes: Como vou agir? O que dizer se
houver algum desconforto?
Minha
orientação mais importante envolve a observação atenta dos comportamentos dos
colegas: a fala, a opinião sobre determinados temas e, mais do que isso, os
olhares, gestos e a forma como se relacionam uns com os outros.
Atendi
uma paciente que teve Burnout e, após esse momento mais difícil, decidiu
iniciar a psicoterapia. Logo em seguida, começamos o trabalho de mentoria. No
processo, ela percebeu que tinha dificuldade em lidar com os próprios
sentimentos, o que acabou gerando confusão em sua performance profissional por
esperar do ambiente de trabalho algo além de uma relação profissional — como
aceitação e reconhecimento constante.
No
decorrer das sessões, percebemos que certas atitudes e dinâmicas revelam muito
mais do que as palavras ditas. Muitas vezes, comportamentos velados nos levam a
aceitar situações desfavoráveis ou a nos submeter a regras com as quais não
concordamos. Por outro lado, há também condutas de apoio entre colegas que
geram conforto e segurança no ambiente profissional. Diante dessas diversas
possibilidades, precisamos entender profundamente o contexto para poder
intervir com eficácia.
Como
funciona esse processo?
Num
primeiro momento, o paciente passa pela psicoterapia para acolher e lidar com
suas emoções, aprender a perceber a si mesmo e ao outro, e compreender suas
dores emocionais. Quando essas questões se amenizam, entra em ação a segunda
etapa: a mentoria.
Na
mentoria, buscamos entender a situação vivida na empresa, os sentimentos do
profissional e a sua percepção da convivência em equipe. A partir disso,
traçamos estratégias de ação personalizadas. Esse processo exige um
acompanhamento semanal para avaliar as situações vividas, as reações do
paciente e os resultados obtidos a cada nova semana. Assim, alinhamos a
percepção com a realidade e acompanhamos sua evolução contínua.
O
objetivo é tornar a pessoa presente e atuante em todas as suas relações —
pessoais e profissionais —, devolvendo o equilíbrio interno e a saúde mental.
Prevenimos o estresse, a insegurança e quadros mais graves como o Burnout,
frequentemente causado pelo excesso de exigências externas e internas somado à
falta de ferramentas para lidar com as relações.
Esse
trabalho integrado tem duração média de 6 meses. Ao final, o profissional se
sente muito mais seguro e preparado para tomadas de decisão ou até para uma
transição de carreira. E, como o ser humano é integral, os resultados refletem
diretamente na vida pessoal, proporcionando bem-estar e qualidade de
vida.
Se
você está passando por algo semelhante, procure um profissional que compreenda
suas necessidades e trabalhe com processos focados e pontuais, buscando
resultados rápidos e incisivos.
Miriam Inacio
Psicóloga
- CRP 06/19274
42 anos
de experiência profissional
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