Corpo de conselheira tutelar em Jacuí é encontrado, PM é preso suspeito do crime

Conselheira tutelar de Jacuí estava desaparecida desde sexta-feira, 21; policial militar indicou à Polícia Civil o local onde vítima havia sido enterrada
Foto: Rede Sociais
Conselheira tutelar Maryna Colucci

O corpo da conselheira tutelar Maryna Colucci de Jesus, de 34 anos, foi encontrado na tarde desta terça-feira, 25, em uma área rural entre Jacuí e Fortaleza de Minas. Um policial militar de 43 anos, preso durante as investigações e apontado como suspeito do crime, indicou às equipes o local onde a vítima estava enterrada. A Polícia Civil trabalha, inicialmente, com a hipótese de motivação passional.

Maryna estava desaparecida desde sexta-feira, 21 de agosto, quando deixou a casa dos pais, em Jacuí, por volta das 13h, levando apenas o celular. Segundo informações obtidas pela reportagem do Jornal do Sudoeste, relatos de testemunhas apontam que ela e o policial militar investigado mantinham um relacionamento amoroso. As circunstâncias dessa relação e os acontecimentos que antecederam o desaparecimento integram a investigação conduzida pela Polícia Civil.

O corpo estava enterrado em uma área de difícil acesso, a uma profundidade estimada entre 1,5 e 2 metros. O próprio suspeito levou as equipes policiais até o ponto onde Maryna havia sido enterrada. Após a localização, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) de São Sebastião do Paraíso, onde deverá passar por exames que poderão auxiliar na determinação da causa da morte.

A região onde o corpo foi encontrado já havia aparecido nas buscas desde os primeiros dias do desaparecimento. Familiares conseguiram acessar informações vinculadas ao celular de Maryna e identificaram, por três vezes, uma localização em uma área rural entre Jacuí e Fortaleza de Minas, nas proximidades de um açude. Em meio ao desespero, parentes chegaram a fazer buscas por conta própria e posteriormente retornaram acompanhados por equipes policiais, mas, naquele momento, nenhum objeto ou vestígio que comprovasse a presença da conselheira havia sido encontrado.

Maryna havia saído da residência dos pais usando shorts, camiseta e chinelos. Familiares relataram que a maneira como ela deixou a casa chamou a atenção, já que era considerada uma pessoa vaidosa e não costumava sair daquela forma. A avaliação dos parentes era de que ela pretendia apenas se encontrar rapidamente com alguém conhecido e retornar para casa. Uma testemunha também teria relatado ter visto a conselheira a cerca de 200 metros da residência, aguardando a chegada de um veículo.

A ausência passou a preocupar ainda mais a família porque Maryna não tinha o hábito de permanecer incomunicável. Conselheira tutelar em Jacuí, ela estava de folga na sexta-feira, mas deveria trabalhar na manhã de sábado, 22, e não compareceu. Familiares acionaram as forças de segurança, a Polícia Militar registrou a ocorrência e a Polícia Civil instaurou procedimento para esclarecer o desaparecimento.

As investigações avançaram nos dias seguintes até chegarem ao policial militar, que possui cerca de 20 anos de atuação na corporação. Ele foi preso e passou a ser apontado como suspeito do crime. A Polícia Civil apura a hipótese de que a morte tenha ocorrido em contexto passional e deverá ouvir o investigado ainda nesta terça-feira.

Antes da localização do corpo, o delegado Tiago Bordini, responsável pela 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de São Sebastião do Paraíso, havia informado ao Jornal do Sudoeste que equipes estavam em campo realizando buscas e dando continuidade às investigações. Horas depois, o suspeito indicou aos policiais o local onde Maryna estava enterrada.

A investigação prossegue para esclarecer as circunstâncias da morte, a dinâmica do crime e sua motivação. Os exames realizados no IML de São Sebastião do Paraíso também deverão contribuir para a apuração.