Resposta sobre radar no acesso à Guardinha provoca críticas na Câmara
A
conclusão de uma nota técnica de que a reativação do radar próximo ao acesso ao
distrito de Guardinha não é necessária neste momento provocou críticas na
Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso, na sessão de segunda-feira (14).
O documento responde a um pedido encaminhado por iniciativa do vereador Luiz de
Paula.
Segundo
a nota, a concessionária responsável pelo trecho analisou os registros dos
últimos cinco anos e encontrou uma colisão frontal com uma pessoa ferida,
ocorrida em 14 de março de 2020. O documento afirma que o local não foi
incluído no cronograma anual de intervenções de segurança rodoviária e que não
foi observado impacto negativo após a desativação do radar.
Luiz de
Paula contestou o levantamento. Ele relatou dois acidentes fatais no acesso à
Guardinha: uma colisão entre um carro e uma carreta que atravessava a rodovia e
o atropelamento de uma criança. Os casos citados pelo vereador não constam dos
registros apresentados na nota. Ele também criticou a demora da resposta —
disse ter encaminhado o pedido em 17 de setembro de 2025 — e defendeu a volta
do radar com limite de 60 km/h, além de melhorias no acostamento e no trevo.
Em
aparte, a vereadora Laís Sacoda afirmou que a obra prevista para começar em
maio de 2026 está agora sem prazo. Segundo ela, representantes da
concessionária atribuíram a indefinição a uma dívida do Governo de Minas com a
empresa e informaram que o projeto do acesso precisará ser refeito. Essas
explicações foram relatadas pela parlamentar em plenário e não constam da nota
técnica sobre o radar. Laís lembrou ainda uma mobilização anterior de moradores
da Guardinha, que colocaram tambores na estrada para cobrar providências.
O vereador Marcos Antônio Vitorino, o Marcão, também manifestou apoio a Luiz de Paula. Ele sugeriu que todos os vereadores assinem um novo ofício para expressar a indignação da Câmara, pedir uma avaliação do radar no local e apresentar à concessionária os acidentes relatados. “Eu acredito que não pode ficar assim, antes que vidas sejam ceifadas naquele local”, afirmou Marcão. Luiz de Paula disse que continuará cobrando providências para o trecho.



