Projeto leva tradição da Congada e do Moçambique para crianças de São Sebastião do Paraíso
Oficinas com crianças de 4 e 5 anos aproximam as novas gerações de uma das manifestações culturais mais tradicionais do município
Uma
das tradições mais importantes de São Sebastião do Paraíso está chegando também
às salas de aula. Crianças de 4 e 5 anos das escolas municipais de tempo
integral estão participando de oficinas voltadas à Congada e ao Moçambique,
aproximando as novas gerações da história e dos saberes que fazem parte da
identidade cultural do município.
As
atividades integram o projeto Festa da Congada e Moçambique,
desenvolvido pelo Grêmio Recreativo Terno de Congo Ipiranga, por meio da
Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), do Ministério da Cultura do Governo
Federal, com patrocínio da Aviação e da Alpínia e apoio da Prefeitura
Municipal de São Sebastião do Paraíso, por meio da Secretaria Municipal de
Cultura e Turismo e da Secretaria Municipal de Educação.
As
oficinas são realizadas em um ciclo de quatro semanas e proporcionam às
crianças um primeiro contato com elementos que fazem parte dessa manifestação
cultural, contribuindo para que uma tradição transmitida entre gerações continue
sendo conhecida e valorizada desde a infância.
Para
Cinara Soares Caetano Vanoni, coordenadora do projeto, a iniciativa
fortalece a relação entre cultura, educação e identidade. “Levar a Congada e o
Moçambique para dentro das escolas é unir Cultura e Educação na formação das
nossas crianças, cultivando desde a infância o respeito às tradições, o
sentimento de pertencimento e a valorização da identidade cultural de São
Sebastião do Paraíso.”
O
secretário municipal de Cultura e Turismo, Vinício Scarano, ressalta
também o papel das oficinas na formação das crianças e na valorização do
período integral. “A presença das oficinas nas escolas também amplia as
possibilidades de trabalhar a cultura e a história local no ambiente
educacional, proporcionando às crianças experiências que dialogam com a
comunidade em que vivem. Além disso, quando há a possibilidade de inserir tais
oficinas em salas de período integral, valoriza-se o contraturno com atividades
culturais que, somadas às atividades esportivas, são de fundamental importância
para a formação cidadã.”
Na
área educacional, o secretário municipal de Educação, Lucas Cândido de
Oliveira, destaca a importância do contato com a história local. “No
contexto da BNCC, as oficinas que exploram a história local desempenham um
papel crucial, permitindo que as crianças se apropriem de seu patrimônio
cultural de forma divertida e interativa, o que é essencial para seu
desenvolvimento integral.”
A
transmissão desses saberes entre gerações também representa a continuidade da
própria manifestação cultural. Para Ilson José Aparecido, representante do
Terno de Congo Ipiranga, o contato durante a infância contribui para a
construção do sentimento de pertencimento.
“A
criança descobre a tradição do Congado, construindo um repertório próprio dos
saberes passados e contextualizados nas oficinas. Passa a encontrar um terreno
fértil de mudança de identidade, hábitos, perspectiva de vida e melhorias de
relacionamento pelo sentimento de pertencimento. Aos adultos, fica um sentimento
de realização, de entrega, de continuidade e de existência.”
Ao aproximar as crianças da Congada e do Moçambique desde os primeiros anos, o projeto contribui para que histórias, saberes e tradições que atravessam gerações continuem vivos e fazendo parte da identidade cultural de São Sebastião do Paraíso.



