Antonelli tem o primeiro match point para liquidar o campeonato
Enquanto se aguarda uma definição sobre as duas etapas do Oriente Médio, a Fórmula 1 inicia mais uma rodada tripla, agora pelas Américas
No exato momento em que se
encerrar a votação das eleições que vão decidir os rumos do Brasil pelos
próximos quatro anos, neste domingo, será dada a largada para o Grande Prêmio
dos Estados Unidos em Austin, no Texas, às 17h.
Fórmula 1 inicia neste fim de
semana mais uma rodada tripla, que pode ser a última — ou a penúltima, a
depender da decisão sobre os GPs do Qatar e de Abu Dhabi, em meio à
instabilidade geopolítica que afeta o Oriente Médio por causa da guerra entre
Estados Unidos e Israel contra o Irã. A expectativa era que a Fórmula 1
anunciasse oficialmente, em meados deste mês, o destino das duas corridas. Mas
até o fechamento desta coluna, a situação permanecia indefinida, apesar de
acenos de Mohammed Ben Sulayem, presidente da FIA, que as provas deverão ser
realizadas.
Existe a possibilidade de Ímola
sediar a etapa final do campeonato, como tampão, caso as corridas do Oriente
Médio sejam canceladas. Os organizadores dos GPs do Qatar e de Abu Dhabi
afirmam que há condições para a realização dos eventos, mas a tensão ainda é
grande naquela região do planeta.
O problema é que ninguém quer ser
o primeiro a anunciar um provável cancelamento e, com isso, ter de arcar com as
pesadas multas contratuais previstas para a não realização das provas. Essa indefinição
também afeta o planejamento das equipes. Por outro lado, a Fórmula 1 precisa
realizar pelo menos 22 das 24 corridas programadas para esta temporada para
cumprir o acordo milionário com as emissoras de TV e rádio, sob pena de multas
elevadas. Vale lembrar que o GP da Arábia Saudita foi cancelado.
Enquanto isso, a categoria inicia
sua excursão pelas Américas com os GPs dos Estados Unidos, da Cidade do México,
e de São Paulo, em Interlagos. Depois dessa sequência, caso seja mantida a
rodada tripla final, a temporada terminará com as etapas de Las Vegas (21/11),
Qatar (29/11) e Abu Dhabi (6/12).
Kimi Antonelli tem seu primeiro
match point para liquidar o campeonato. Para se tornar o mais jovem campeão
mundial da história da Fórmula 1, aos 20 anos e 56 dias, o italiano da Mercedes
precisará vencer neste fim de semana, em Austin, e torcer por uma combinação de
resultados em que o companheiro de equipe, George Russell, não termine acima da
nona posição, e Lewis Hamilton acima da quinta.
Uma coisa é certa: Antonelli será
o campeão desta temporada. Se não for nos Estados Unidos, será na Cidade do
México, no Autódromo Hermanos Rodriguez, no fim de semana seguinte. Ou, na pior
das hipóteses, no Grande Prêmio de São Paulo, em Interlagos, no próximo dia 8 de
novembro.
E, por falar em Interlagos, a
grande notícia desta semana foi o anúncio de que Rubens Barrichello fará uma
espécie de despedida simbólica da Fórmula 1 no Grande Prêmio de São Paulo.
Antes da corrida, ele dará algumas voltas com a Williams FW33 de 2011, com a
qual disputou sua última temporada na categoria e encerrou de forma melancólica
sua trajetória na Fórmula 1 justamente em Interlagos, naquele ano.
Rubinho disputou 323 Grandes
Prêmios e ocupa a quarta posição no ranking dos pilotos com mais participações
na Fórmula 1, atrás apenas de Fernando Alonso com 442, Lewis Hamilton 397 e
Kimi Raikkonen com 349. Foram 19 temporadas em que competiu por Jordan,
Stewart, Ferrari, Honda, Brawn GP e Williams. Venceu 11 vezes, conquistou 14
pole positions, subiu 68 vezes ao pódio, registrou 17 voltas mais rápidas e foi
vice-campeão mundial em duas ocasiões, em 2002 e 2004 pela Ferrari.
No fim de 2011, havia a
expectativa de que Barrichello continuasse no grid na temporada seguinte, mas
ele ficou sem equipe e nunca teve uma despedida digna à altura de sua carreira
tão longeva e marcante na principal categoria do automobilismo mundial. Agora,
esse momento chegou, e será uma homenagem justa e merecida para um dos pilotos
brasileiros mais carismáticos e importantes de todos os tempos.





