Será agora ou… em Interlagos

Kimi Antonelli venceu o GP dos Estados Unidos e precisa de apenas dois pontos para se sagrar campeão neste domingo, no México. Se não der, terá outras quatro oportunidades
Foto: Reprodução/F1
Antonelli só precisa terminar na nona posição para ser campeão neste domingo

Faltou pouco. Mas agora falta muito menos para Kimi Antonelli conquistar o título da Fórmula 1 neste fim de semana no Grande Prêmio da Cidade do México. Se não der, dificilmente a decisão passará de Interlagos, no fim de semana seguinte.

O italiano da Mercedes venceu o GP dos Estados Unidos com a determinação de um veterano, apesar de seus 20 anos. Foi a nona vitória de sua ainda curta carreira. Com o triunfo, ele superou o experiente companheiro de equipe, George Russell (8), em número de vitórias na categoria e, igualou as marcas de Charles Leclerc e Oscar Piastri, ambos com nove.

Antonelli largou da pole position, sustentou a primeira posição na primeira curva — ponto mais vulnerável do Circuito das Américas, em Austin —, mesmo com pneus médios contra Max Verstappen, que largou com os macios, mais aderentes, e não deu chances aos adversários. Só não colocou a faixa de campeão porque Lewis Hamilton (4º) e Russell (8º) precisavam terminar uma posição abaixo de onde chegaram, respectivamente.

Charles Leclerc fez ótima largada e grande corrida para terminar em segundo com a Ferrari, enquanto Verstappen completou o pódio com a Red Bull. O GP dos Estados Unidos ofereceu uma variedade de estratégias de pneus, o que tornou a corrida movimentada, com vários pilotos optando por duas paradas para trocas de pneus, enquanto Antonelli soube tirar melhor proveito de seus pneus parando uma única vez.

Agora é a vez do México, que recebe a Fórmula 1 pela 26ª vez — a sexta com o nome de Grande Prêmio da Cidade do México. As outras vinte edições também foram realizadas no Autódromo Hermanos Rodriguez, mas com a denominação de GP do México. Max Verstappen é o maior vencedor nessa pista, com cinco vitórias, mesmo número que faz da Red Bull a equipe com mais triunfos no tradicional circuito, que leva o nome dos irmãos mexicanos Pedro e Ricardo Rodriguez, que competiram na Fórmula 1 entre as décadas de 1960 e 1970.

O México entrou para o calendário da Fórmula 1 em 1963 e, entre idas e vindas, está presente desde 2015, com exceção de 2020, quando a etapa foi cancelada  por causa da pandemia. Pela sexta vez na história, o país pode decidir o título. Para isso, basta Kimi Antonelli terminar na nona posição para se tornar o primeiro italiano desde Alberto Ascari, em 1953, a conquistar o campeonato Mundial — e o mais jovem campeão de todos os tempos, com apenas 20 anos. O recorde pertence a Sebastian Vettel, que tinha 23 anos quando conquistou o primeiro de seus quatro títulos, em 2010.

O campeonato só não termina neste domingo se George Russell ou Lewis Hamilton vencerem e Antonelli terminar na décima posição ou fora da zona de pontuação. Qualquer outro resultado dá o título ao italiano. Em tempos de desconfiança sobre a eficácia das pesquisas eleitorais, as chances de Antonelli ser campeão no México são de 98,8%, segundo projeções. E, se não acontecer nesta corrida, dificilmente a decisão passará de Interlagos, no próximo fim de semana, durante o Grande Prêmio de São Paulo.

Uma das particularidades desta corrida é a altitude da pista, a 2.200 metros acima do nível do mar, o que significa que o ar rarefeito exige um esforço maior do turbocompressor, que pode favorecer os carros que têm o turbo maior neste ano, como os da Ferrari. Os efeitos da altitude também fazem com que todos os carros utilizem uma configuração de carga aerodinâmica máxima, como em Mônaco. Ao mesmo tempo, a baixa densidade do ar proporciona velocidades elevadas e dificulta a refrigeração dos freios, que acabam submetidos a condições mais severas.

A largada para o GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada, está prevista para às 17h de domingo. Antes, haverá a classificação neste sábado às 18h.