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ALVORADA pré festiva

Por: Fernando de Miranda Jorge | Categoria: Do leitor | 04-05-2022 14:20 | 194
Fernando de Miranda Jorge
Fernando de Miranda Jorge Foto: Arquivo

Isto também é cultura, madrugada adentro entre cinco e seis horas na manhã éramos acordados pela tradicional "alvorada". Soar dos sinos, foguetes e o entoar de músicas sacras. Era o prenúncio do início das festas religiosas e de outros eventos civis. Muitos fiéis e moradores acompanhavam e alguns aderiam ao ponto de partida dos festejos com a queima de fogos, os populares rojões de um e três tiros.

Assisti muitas vezes da minha vivida infância jacuiense, acompanhando minha querida mamãe, a dona Nega esperta, atenta, lá da praça da matriz onde morávamos.  Com o tempo este costume foi diminuindo e hoje em dia não se comemora mais.

Há quem goste e defenda o uso como forma de festividade religiosa ou familiar e os que reclamam do barulho inoportuno e fora de hora, em defesa do medo dos animais, crianças e o sossego de idosos e enfermos. Apesar de tudo isso, acima até de legislação, o "bom senso" é indicado como regra às partes.

Mas que era bom, esperado e bonito, festiva a anunciação a desoras, há isto era. Acho que as "alvoradas" foram interrompidas, face às reclamações intransigentes e desinteresse dos dirigentes de plantão.

Acho ainda que eles não tinham esse direito, se fosse o ano todo, todo dia, ninguém gostaria. Até os santos ficaram menos felizes. Somos pelo retorno das faladas "alvoradas", afinal são somente duas a três vezes no ano e desordens, confusões, falta de silêncio e ruídos por desavisados na madrugada, incomodam muito mais.

Fernando de Miranda Jorge
Acadêmico
Correspondente da APC
Jacuí/MG
fmjor31@gmail.com