Dois projetos de empresas paraisenses foram aprovados pelo Compete Minas, programa do Governo de Minas Gerais, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) que tem, entre seus objetivos, aumentar a competitividade das empresas mineiras, fortalecer cooperativas, startups e faculdades, impulsionar a interação entre universidades, empresas e Governo, desburocratizar o apoio e acelerar o ecossistema de inovação e gerar mais emprego e renda de qualidade para o povo mineiro.
As empresas Up Vendas e AgroPCP, foram prospectadas pelo Nitessp (Núcleo de Inovação e Tecnologia do campus de São Sebastião do Paraíso) e desenvolveram os projetos em parceria com pesquisadores da Ufla (Universidade Federal de Lavras, campus de Paraíso).
Ao todo foram captados três projetos pela unidade da universidade, dos quais dois foram aprovados. No total foram apresentadas 66 propostas, sendo que 40 passaram para a análise secundária. Ao final, 20 propostas foram selecionadas e aprovadas.
Os projetos aprovados receberão recursos não reembolsáveis, ou seja, que não precisam ser pagos. O repasse é feito pelo Governo de Minas Gerais e tem, entre seus pilares, a busca pela inovação e pelo aumento de competitividades das empresas mineiras.
O total de recursos disponibilizado foi de R$ 125 milhões para captação de empresas, faculdades e startups. Os valores estão vinculados ao rendimento anual do empreendimento e varia de R$ 200 mil a R$ 4 milhões por CNPJ.
O projeto apresentado pela Up Vendas foi de “Identificação e Análise de Fraudes por Revendedores no Mercado de Vendas Diretas através de Métodos de Inteligência Artificial’. O projeto proposto visa desenvolver um sistema inovador de análise de risco de crédito, utilizando inteligência artificial, aprendizado de máquina e conhecimento adquirido por experiência humana e foi coordenado pelo professor Dr. Leonilson Kiyoshi Sato de Herval.
“Nesse projeto vamos trabalhar com uma solução usando a inteligência artificial na análise de risco, tanto no cadastro quanto nas transações financeiras realizadas pelas vendedoras de venda direta. Isso irá garantir maior segurança para as vendedoras, menor inadimplência e menor risco de golpes financeiros”, explicou o Professor Dr. Leonilson.
“A inteligência artificial estava em nosso foco de desenvolvimento de um projeto. Por isso estávamos analisando e estudando uma forma de utilizá-la, principalmente no combate à fraude de pagamentos online, onde o Brasil é líder mundial de fraudes nesse tipo de transação. Queríamos desenvolver uma tecnologia de combate às fraudes em pagamentos online utilizando a inteligência artificial que prevenisse todo tipo de fraude do qual já havíamos sido vítimas. Esse projeto vem para trazer todo o conhecimento do Professor Dr. Leonilson e da Universidade Federal de Lavras, mais os alunos que vão estagiar nesse projeto e nos ajudar a desenvolver essa tecnologia”, explicou Franciso Lúcio, CEO da Up Vendas.
“Isso é um marco muito importante para a Up Vendas pois será a primeira vez que utilizaremos a inteligência artificial em um negócio aplicado”, completou Francisco.
Já o projeto aprovado da AgroPCP é o “Dispositivo para Aquisição Automatizada de Dados de Geolocalização, Velocidade e Vazão integrados a um software para Análise e Tomada de Decisão na Cadeia Produtiva do Café”, que foi coordenado pelo professor Dr. Henrique Luís Moreira Monteiro.
“O projeto visa o desenvolvimento de um ou mais dispositivos eletrônicos para captar informações da cadeia produtiva do café. O primeiro objetivo é que esse dispositivo capte informações dos manejos da lavoura, como a pulverização por exemplo, faça o controle da vazão e envie os dados coletados para um software que irá compilar essas informações e demonstrar, em forma de gráficos, as informações de como foi o manejo. Dessa forma as informações serão automáticas, reduzindo o número de erros. Esse banco de dados ajuda na gestão da lavoura e na economia dos insumos utilizados, além de propiciar que esse processo aumente a eficiência e produtividade”, explicou o professor Dr. Henrique.
“Este recurso permitirá a alavancagem do projeto, proporcionando os meios necessários para investir em pesquisa e desenvolvimento junto a equipe multidisciplinar da UFLA polo de São Sebastião do Paraiso. Será possível desenvolver funcionalidades inovadoras que automatizem o fluxo de informações entre o campo e o sistema de gestão, assegurando uma aplicação otimizada e controlada de insumos agrícolas. A automação não só reduzirá desperdícios e aumentará a produtividade, como também permitirá uma gestão mais eficiente e integrada das operações agrícolas, facilitando a tomada de decisões estratégicas com base em dados precisos e em tempo real”, explicou a sócia fundadora da AgroPCP, Beatriz Loguércio.
“A aprovação pelo Compete Minas valida a importância e o potencial do projeto, conferindo credibilidade e visibilidade ao desenvolvimento da ferramenta. Esse suporte financeiro e institucional pode abrir portas para futuras parcerias, contribuições adicionais e, eventualmente, a expansão do mercado-alvo do software AgroPCP. Em suma, o recurso conquistado é fundamental para transformar a visão do projeto em realidade, impactando positivamente a cadeia produtiva do agronegócio, principalmente na cultura do café, onde as tecnologias ainda precisam ser mais desenvolvidas.”, completou Beatriz.
A apresentação do Compete Minas para os empresários da microrregião de Paraíso foi feita no dia 24 de janeiro de 2024 na sede da ACISSP (Associação Comercial, Industrial, Agropecuária e de Serviços de São Sebastião do Paraíso). Houve uma determinação da direção da instituição que a equipe da instituição disponibilizasse a todas as empresas interessadas, a orientação e encaminhamento para o desenvolvimento dos projetos.
“Isso é de extremo interesse da ACISSP, pois impulsiona a inovação das empresas locais, promove a inovação tecnológica e fomenta a economia local. A aprovação de dois projetos nos causa muita alegria e nos mostra uma das vantagens que podemos listar de termos uma universidade pública em nossa cidade: a difusão de conhecimento e desenvolvimento tecnológico, dentre os inúmeros outros benefícios. Nosso trabalho agora terá por objetivo aumentar o número de empresas que consigam acessar os recursos do Compete Minas”, analisou o presidente da ACISSP, Dr. Matheus Colombaroli. “O incentivo financeiro com recursos não reembolsáveis pode ser o diferencial que empreendedores de nossa região precisavam para alavancar seus negócios”, completou Colombaroli. (Assessoria de Imprensa ACISSP/CDL)