Suspeito de extorsão sexual pela Internet é preso pela Polícia Civil
Até o momento ao menos 10 vítimas foram identificadas em Minas e outros estados
A Delegacia
de Crimes contra o Patrimônio de Poços de Caldas, com o apoio de policiais
da delegacia de Cabo Verde, deflagrou na manhã desta terça-feira, dia 3, a
operação policial denominada “Rastro Digital”. A ação teve como
objetivo o cumprimento de mandados de busca e apreensão domiciliar e de prisão
preventiva em desfavor de um homem de 30 anos, Cabo Verde.
As investigações,
conduzidas no âmbito cibernético, permitiram apurar que o investigado é o
principal responsável por uma série de crimes de extorsão sexual
praticados em ambiente digital. Até o momento, ao menos dez
vítimas já foram identificadas, residentes em diversas cidades de Minas
Gerais e também de outros estados.
De acordo
com a Polícia Civil, o esquema criminoso funcionava da seguinte forma:
utilizando perfis falsos em aplicativos de mensagens e redes sociais, o
autor iniciava contato com pessoas de diferentes idades e sexos. Durante essas
interações, realizava chamadas de vídeo utilizando montagens e vídeos de
terceiros se exibindo sexualmente, induzindo a vítima a participar de sexo
virtual. As chamadas eram gravadas sem o consentimento das vítimas.
Após a
gravação, o criminoso passava a exigir valores em dinheiro, sob ameaça de
divulgar os vídeos para familiares das vítimas ou publicá-los em redes sociais.
Em Poços de Caldas, três vítimas procuraram a delegacia e formalizaram
denúncia, o que contribuiu para o avanço das investigações.
Com base nas
diligências realizadas no meio digital e após a identificação do autor, a
autoridade policial representou pela prisão preventiva, medida que foi
devidamente decretada pelo Poder Judiciário. O investigado foi preso e
encaminhado ao Presídio de Poços de Caldas, onde permanece à disposição da
Justiça.
Segundo o
delegado Thiago Moreira, o nome da operação “Rastro Digital” simboliza o
fato de que todo crime deixa vestígios, inclusive aqueles praticados no
ambiente virtual. Ele destacou que, mesmo com o uso de mecanismos para tentar
dificultar a identificação do usuário final, as táticas criminosas não são
capazes de impedir o trabalho investigativo da polícia, que consegue rastrear a
autoria delitiva.
As informações foram repassadas pela Assessoria de Imprensa da Polícia Civil do 18.º DEPPC.

