Toninho Picirilo lembra criação do CVV em Paraíso e defende engajamento da Câmara em prevenção ao suicídio

Foto: Reprodução
vereador Antônio César Picirilo (Toninho)

A preocupação com casos de suicídio no município paraisense ocupou espaço na primeira sessão ordinária deste ano, na Câmara Municipal de São Sebastião do Paraíso. Inicialmente pelo vereador Juliano Carlos Reis (Biju) que sugeriu, e foi aprovado, realização de audiência pública, já agendada para o dia 24 deste mês.

O vereador Antônio César Picirilo (Toninho), no Grande Expediente solicitou a participação da Câmara em campanhas de prevenção ao autoextermínio.

O parlamentar classificou como "lamentável e triste" a recorrência de casos registrados na cidade e afirmou que causa profunda indignação ver São Sebastião do Paraíso ser apontada, proporcionalmente, entre os locais com maiores índices de suicídio no país.

Segundo ele, a realidade tem deixado famílias devastadas e enlutadas, o que exige uma resposta coletiva do poder público e da sociedade.

Ao recordar iniciativas anteriores, Toninho Picirilo destacou que, em mandato passado quando da gestão do prefeito Mauro Zanin, ele e o então vereador Romualdo - foram responsáveis pela implantação, no município, de um núcleo do Centro de Valorização da Vida (CVV), quando ainda não havia estrutura nacional organizada como existe atualmente. "Nós criamos aqui o CVV quando isso ainda não era estruturado em nível nacional", relembrou.

O vereador ressaltou que o projeto contou com apoio institucional do Lions Clube, incluindo a cessão de prédio, mobiliário, telefone e acompanhamento próximo, além da indicação de pessoas capacitadas para atuar no atendimento. Ele frisou que o trabalho no CVV exige preparo específico, com cursos e formação adequada, pois não é qualquer pessoa que pode lidar com indivíduos em situação de sofrimento emocional intenso.

Toninho Picirilo defendeu que a Câmara estude formas de ampliar a divulgação dos serviços de apoio existentes e de se engajar diretamente em campanhas educativas e preventivas.

"É muito triste ver famílias chorando, inconformadas com a perda de alguém importante. Precisamos pedir colaboração, discutir alternativas e agir. Esse é um tema que precisa ser pensado com seriedade", concluiu o vereador.