Jornal O Progresso de 1919
Em 1919, foi
publicado em São Sebastião do Paraíso (MG), o jornal O Progresso,
anunciado como órgão independente, propriedade do empresário João Ponte, sob a
direção do tipógrafo Alfredo Branco. A economia cafeeira do município estava em
batendo sucessivos recordes de exportação, devido ao término da Primeira Guerra
Mundial. Esse quadro ajuda compreender o sentido expressivo do título do
jornal. Natural da Itália, João Ponte chegou ao Brasil, no início do século XX.
Com talento para trabalhar com o comércio, abriu uma relojoaria em Batatais
(SP), onde trabalhou até 1913. No ano seguinte, quando inaugurou a estação da
Mogiana, ele transferiu sua empresa para Paraíso, onde foi líder na comunidade
italiana, assim como seu genro, o joalheiro Napoleão Joele.
O tipógrafo
Alfredo Branco foi contratado para gerenciar uma moderna tipografia adquirida
pelo Joao Ponte. O diferencial dessa gráfica era a impressão artística de
qualidade superior de envelopes, convites, cartões, entre outros produtos. Além
de ser mestre tipógrafo, Alfredo Branco era um aficionado charadista, um jogo
literário que consiste em decifrar enigmas expresso em versos. A edição de 6 de
abril de 1918 da revista O Malho, do Rio de Janeiro, publicou sua atividade
como charadista residente em Paraíso.
A respeito da trajetória de O Progresso temos a notícia publicada na edição de 12 de abril de 1922, do Correio Paulistano, redigida nos seguintes termos: “Tendo o Correio Paulistano noticiado como certa a inclusão do nome do nosso confrade do Diario de Minas, Noraldino Lima, na chapa do Partido Republicano Mineiro, como um dos candidatos ás seis vagas de deputados estaduais, vários jornais publicados no sul de Minas, inclusive O Progresso, de São Sebastião do Paraiso, lançaram vibrantes notas de aplausos a essa candidatura, que constitui uma feliz escolha dos dirigentes da nossa política.”



