Incêndio em galpão com fertilizantes mobiliza bombeiros por mais de 12 entre Paraíso e São Tomás

Ocorrência entre São Sebastião do Paraíso e São Tomás de Aquino exigiu cuidados especiais devido à presença de nitrato de amônio; sete militares participaram da operação
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Um incêndio em um galpão utilizado para armazenamento de insumos agrícolas mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais por mais de 12 horas, na manhã de domingo (11), em uma propriedade rural localizada entre os municípios de São Sebastião do Paraíso e São Tomás de Aquino. A ocorrência, registrada por volta das 6h30, exigiu cuidados especiais devido à presença de fertilizantes e outros produtos que poderiam oferecer riscos em situações de aquecimento e incêndio.

Ao chegarem à propriedade, militares do 2º Pelotão de Bombeiros de São Sebastião do Paraíso constataram intensa concentração de fumaça e temperatura elevada no interior do galpão. A situação preocupava especialmente pela existência de grandes embalagens, conhecidas como bags, contendo fertilizantes à base de NPK (nitrogênio, fósforo e potássio), além de recipientes com nitrato de amônio, substância amplamente utilizada na agricultura e que exige procedimentos específicos de segurança em situações de incêndio.

Diante dos riscos envolvidos, os bombeiros estabeleceram contato com o Núcleo de Emergência Ambiental e com o Batalhão de Emergências Ambientais e Resposta a Desastres do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais. O objetivo foi obter orientações técnicas especializadas e definir as medidas mais adequadas para o combate às chamas e a proteção das equipes.

Uma das primeiras providências consistiu em melhorar as condições de ventilação do galpão, permitindo a dispersão da fumaça e a redução do calor acumulado. Para isso, foi necessária a abertura parcial de uma parede lateral e a retirada de telhas da cobertura.

Os militares utilizaram equipamentos de proteção respiratória compatíveis com as condições encontradas e realizaram ações de resfriamento dos materiais expostos, empregando água para reduzir a temperatura e impedir o agravamento da ocorrência.

Com o auxílio de duas máquinas agrícolas, também foi possível retirar do interior do galpão os bags que ainda não haviam sido atingidos pelo fogo. A medida teve como finalidade afastar os produtos da área de maior exposição ao calor, reduzindo os riscos associados aos materiais armazenados.

SETE BOMBEIROS E 10 MIL LITROS DE ÁGUA

A operação foi coordenada pelo comandante do 2º Pelotão de Bombeiros de São Sebastião do Paraíso e contou com duas equipes, totalizando sete militares, que atuaram com viaturas de combate a incêndio e de salvamento.

Ao longo de mais de 12 horas de trabalho, foram empregados aproximadamente 10 mil litros de água nas ações de combate e resfriamento. A complexidade da ocorrência exigiu atenção permanente dos militares, especialmente em razão da natureza dos produtos armazenados e da necessidade de evitar que o incêndio alcançasse outros materiais.

Segundo as informações do Corpo de Bombeiros, a atuação concentrou-se no controle do incêndio, na retirada dos produtos que ainda não haviam sido atingidos e na redução dos riscos decorrentes da presença dos fertilizantes.

Até a conclusão desta matéria não havia informações sobre extensão dos prejuízos materiais e o que teria provocado o incêndio.