EMPREENDEDORISMO

Programa Renda e Oportunidades estimula geração de empregos

Por: Roberto Nogueira | Categoria: Brasil | 04-04-2022 09:09 | 691
Programa foi lançado pelo governo e o Sebrae visando incentivar e favorecer a criação de novos postos de trabalho
Programa foi lançado pelo governo e o Sebrae visando incentivar e favorecer a criação de novos postos de trabalho Foto: Divulgação

O número de empreendedores brasileiros à frente de um negócio com mais de 3,5 anos voltou a crescer no país. Com o lançamento pelo Governo Federal do Programa Renda e Oportunidades que será realizado em parceria com o Sebrae, a intenção é estimular a criação de novos empregos formais por todo o país.A ideia é que os empreendedores recebam capacitação em gestão financeira do Sebrae para mitigar os riscos de aplicação dos recursos em seus negócios e ainda tenham oportunidade de se formalizar como microempreendedores individuais (MEI), com direito aos benefícios da Previdência Social.

O presidente do Sebrae, Carlos Melles participou da coletiva de imprensa para o lançamento do programa e comentou de forma bastante otimista as novas medidas. “Avalio positivamente, pois aponta que parte dos empreendedores que abriram uma empresa nos últimos anos conseguiu sobreviver à pandemia”, comenta. Ele cita que outro dado que aponta para o sucesso da iniciativa é o reflexo de medidas como maior acesso a crédito, por meio do Pronampe, e de programas como Auxílio Emergencial e Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm), do Governo do Brasil Essas iniciativas deram mais fôlego para os empreendedores e permitiram que eles sobrevivessem aos impactos da pandemia. “Esses programas foram essenciais para que muitas empresas se mantivessem abertas”, comenta.

Melles acredita que a contribuição do Sebrae será essencial para a redução da inadimplência, e ressalta que o mais importante é o impacto que terá na  sustentabilidade dos pequenos negócios. “Essa capacitação do Sebrae permitirá que o MEI faça uma reflexão sobre a real necessidade de empréstimo, sobre sua capacidade de pagamento, quanto vai tomar de crédito e quanto consegue pagar por mês”, avalia.

A expectativa é que 4,5 milhões de empreendedores brasileiros sejam beneficiados com o programa nos próximos 12 meses. Segundo o governo, a medida não tem impacto fiscal e contempla R$ 3 bilhões em recursos do FGTS para aquisição de cotas do Fundo Garantidor de Microfinanças – FGM, que irá mitigar os riscos das operações. As operações tiveram início em 28 de março e os valores do microcrédito para os MEI podem chegar até 3 mil reais, com pagamento em até 24 vezes, com taxas de juros a partir de 1,99% a.m.

O ministro Paulo Guedes destacou a importância do programa. “Essa medida dará condições para que 18 milhões de MEI tenham acesso ao crédito e que funciona como uma rampa de ascensão social para que as pessoas possam reconstruir suas vidas impactadas pela pandemia”, afirma.

PARCERIA
O Sebrae vai atuar como agente de capacitação no pré-crédito orientado desses negócios já formalizados. Essa capacitação será voltada para a gestão financeira do negócio e será realizada de forma integralmente online, em atividades com 4 horas de duração. O Sebrae em parceria com o Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP), realizou a maior pesquisa de empreendedorismo do mundo. O levantamento indica que, mesmo com os reflexos da pandemia, a Taxa de Empreendedores Estabelecidos teve um incremento de 1,2 ponto percentual e passou de 8,7% da população adulta, em 2020, para 9,9%, no ano passado.

Para o presidente do Sebrae, Carlos Melles, esse resultado aponta que parte dos empreendedores que abriram uma empresa nos últimos anos conseguiu sobreviver à pandemia, o que deve ser visto como um ponto positivo. Ele também enfatiza  que esse dado pode ser reflexo de medidas como maior acesso a crédito, por meio do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), e de programas como Auxílio Emergencial e Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda (BEm). “Essas iniciativas deram mais fôlego para os empreendedores e permitiram que eles sobrevivessem aos impactos da pandemia. Esses programas foram essenciais para que muitas empresas se mantivessem abertas”, comenta.

Melles destaca ainda que a Taxa de Empreendedores Estabelecidos, apesar de ter sofrido uma forte queda entre 2019 e 2020, foi a única que apresentou alta em 2021, o que corrobora a tese de que, além dos programas de auxílio, a experiência dos empreendedores também garante uma melhor gestão da empresa. O relatório da GEM mostra que a Taxa de Empreendedorismo Inicial – composta por “nascentes” (quem realizou alguma ação visando ter um negócio ou abriu um em até três meses) e por “novos” (com 3,5 anos de operação) – sofreu uma queda de 2,4 pontos percentuais e atingiu o patamar de 21%.

Há o entendimento do resultado alcançado de que a maioria das pessoas que entraram no empreendedorismo em 2020 foi movida pela necessidade. “A parte boa é que exatamente na ‘porta de entrada’ (Os Empreendedores nascentes), verificamos uma redução em 2021", completa. Outro ponto positivo é que, em no ano passado, o empreendedorismo por oportunidade voltou a motivar mais da metade dos empreendedores iniciais (quando somam-se os nascentes e os novos)”, conclui o presidente do Sebrae.