CRÔNICA - Joel Cintra Borges

Hipócrates, o pai da medicina

Por: Joel Cintra Borges | Categoria: Acidente | 03-10-2017 16:10 | 3007
Foto: Reprodução

Hippokrates nasceu na pequena ilha de Cós, na Grécia, provavelmente em 460 a. C., e morreu por volta do ano 375, na cidade de Larissa, também na Grécia. O pouco que se sabe de sua vida está contido em uma curta biografia escrita por Sorano de Éfeso, famoso cirurgião e ginecologista do século II de nossa era.
Filho de Heráclides e Fenareta, sempre buscou o conhecimento, tendo residido em diversas cidades, inclusive Atenas, a cidade-luz de seu tempo. Além de medicina, estudou retórica, filosofia e ginástica, com homens célebres de seu tempo.
Foi o maior médico da antiguidade e um dos maiores de todos os tempos. Sua atuação e seus ensinamentos marcam o fim da medicina mística e o início da observação dos fatos clínicos.
A escola médica da ilha de Cós, no ano V a. C, sob sua inspiração e direção, deu novos rumos à medicina, separando-a da religião e da magia. Fundou os alicerces da medicina racional e científica, dando, ao lado disso, um sentido de dignidade à profissão médica, estabelecendo as normas éticas de conduta que devem nortear a vida do médico, tanto no exercício profissional, como fora dele.
Ensinava que o conhecimento do corpo é impossível sem o conhecimento do homem como um todo, concepção essa haurida na medicina babilônica e na egípcia.. Acreditava que todo corpo tem em si mesmo os elementos para regenerar-se e que a própria natureza é que cura, devendo o médico limitar-se a segui-la. Dizia que: “O corpo não é só um conjunto de órgãos, mas uma unidade viva que a natureza de cada um regula e harmoniza”.
Sua obra, que já tem quase 2.500 anos, constitui o texto clássico da medicina ocidental. Alguns de seus aforismos são célebres, por exemplo:
“O que remédio não cura, ferro cura; o que ferro não cura, fogo cura; o que fogo não cura, é incurável.”.
“A vida é breve, a arte é longa, a ocasião fugidia, a experiência enganosa, o julgamento difícil.” 
Eis um resumo de seu juramento, utilizado em muitas escolas de medicina de todo o mundo ocidental, por ocasião da cerimônia de formatura:
“Prometo que ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. 
Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. 
Nunca me servirei da profissão para corromper os costumes ou favorecer o crime. 
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, goze eu, para sempre, a minha vida e a minha arte, com boa reputação entre os homens. 
Se o infringir, ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.”