ENTRETANTO

Entretanto

Por: . | Categoria: Justiça | 22-04-2023 09:43 | 1803
Foto: Reprodução

Olavo tem razão – o filme
Olavo de Carvalho de longe é o personagem da cena cultural brasileira mais adorado e odiado de todos os tempos, tudo ao mesmo tempo. Curioso é que aqueles que dele não gostam jamais leram seus livros e estudos, e há uma estratégia preconceituosa do sistema acadêmico/intelectual brasileiro de criar barreiras que inibam o sujeito de experimentar ler Olavo de Carvalho. Em alguns círculos eruditos, é tão feio comprar um de seus livros do que comprar pornografia, e é por isso que convém indagar: por que esse pessoal “consagrado” odeia tanto o maior escritor de política e filosofia  que o país pariu nos últimos cem anos? A resposta para esta e outras perguntas, muitas outras, está no filme “Olavo tem razão”, do cineasta Mauro Ventura. Imperdível. Aproveite e assista também “O Jardim das Aflições”, também sobre a obra e a vida do professor Olavo, falecido há pouco, e que sempre, ou quase sempre, teve razão.

Lula na China
Digo sempre aqui, e repito: as pessoas não votaram em Lula porque gostam de Lula, mas porque detestam-no menos que a Jair Bolsonaro, que foi suficientemente envenenado e avacalhado por deformadores de opinião por esta e outras vidas. O Governo Lula 3, como está sendo chamado, não vai ser uma merda – já é. Na China, nosso mandatário máximo da nação mostra a que veio: quer antagonizar simplesmente o país mais rico do mundo, os EUA, e quer enaltecer o socialismo capitalista da ditadura chinesa. Nosso comércio exterior e nossas relações diplomáticas sempre foram plurilaterais e imparciais ao máximo. Em termos de relações exteriores, sempre fomos mais Suíça e menos Talibãs, e Lula e o PT parece que desejam mudar isso. Se é para sermos vítimas do imperialismo de países do primeiro mundo, se é para sermos eterna colônia subdesenvolvida – tudo isso para usar o mesmo chavão clichê de esquerdopatas – que sejamos dos Estados Unidos. Prefiro muito mais ser um satélite, um periférico, americano, do que russo ou chinês.

Colônias voluntárias
Essa história de imperialismo e de colonização é tão antiquada, tão clichê, que hoje assistimos ao fenômeno de colônias que não querem deixar de ser colônias e de países dotados de soberania que gostariam de perde-la por amor à prosperidade e ao dinheiro. No primeiro caso, temos a Guiana Francesa e Curaçao, das Antilhas Holandesas. Pequenos países tropicais cujos governos e povo não querem independência e acham muito  bom serem europeus por tabela e organizarem sua economia em euros e dólares. Qualquer coisa, só pedir socorro à metrópole. (Lembro também que portugueses, durante os anos 1980/1990, com o país quebrado,  iniciaram um movimento político para voltar a pertencer à Espanha, como já haviam sido por duzentos anos quase consecutivos. A onda colonialista só se calou quando o país voltou a prosperar no início deste século. Tem hora e momento histórico até para ser livre.

Fotos de gente morta
Não se pode invadir a privacidade alheia – o recado é da constituição federal, reforçado pelo nosso Código Civil de 2002. A vida privada é um bem inestimável e um direito personalíssimo que só cessa com a morte da pessoa – a partir daí, o defunto  deixa de ser pessoa e perde direitos, mas sua imagem é herdada  pelos sucessores e não pode ser usada para  o bem  ou para  o mal, ou utilizada economicamente por qualquer meio, sem autorização dos herdeiros. A história das fotos do cadáver de Marília Mendonça reforça a tese de que as celebridades muitas vezes são desrespeitadas em seu direito à vida privada, no caso mesmo depois de morta. O sujeito tem vida pública para o que é público, para sua profissão, mas tem direito ao recato do lar e preservar sua imagem “off line” e a de seus entes queridos quando não esteja defronte aos holofotes. E quando a finalidade da exposição é econômica, o Código Civil e, hoje, a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), são bastante claros: só se pode vazar informações, dados e imagem com a autorização do detentor destes direitos personalíssimos, ou de seus herdeiros, no caso de Marília Mendonça.

Tributando muamba
Todo mundo que faz comprinhas pela internet gosta de um site com pegada internacional, preços em euros ou dólares e que entrega o produto comprado com segurança, ainda que demore um pouquinho, mas sem impostos. Esse singelo prazer acabou no governo Lula, que vai tributar estes gastos. Significa dizer que se você for comprar uma camisa em um site internacional, um Alibaba por exemplo, vai pagar não somente o preço do produto e o frete, mas também os impostos sobre a importação, que vão duplicar o valor de sua compra. O governo petista insiste que é uma forma de compensar perdas da indústria nacional e arrecadar receita sobre o lucro de multinacionais que exportam irregularmente para o mercado brasileiro. Mais um equívoco de Lula e seu séquito populista, no entanto. Empresário nenhum vai morrer com esse prejuízo, aqui ou lá fora. O que as empresas farão é jogar mais essa conta no preço do produto e o prejuízo haverá de ser arcado, como sempre, pelo consumidor final. Ou seja, nós.

O dito pelo não dito
“Moderação na defesa da verdade é serviço prestado à mentira.” (Olavo de Carvalho, escritor e pensador brasileiro).