OPINIÃO

Um mundo em crise e seus governantes medíocres

Por: Redação | Categoria: Do leitor | 23-02-2024 11:59 | 18
Foto: Arquivo

Fábio Caldeira

Não é novidade pra ninguém o quão complexo está o mundo atual. Ano após ano e vemos a degradação da vida humana e seus valores mais importantes e fundamentais.

A desigualdade aumenta, com índices de pobreza que envergonham. A grande maioria da população está longe de uma vida digna.

A saúde da população vai de mal a pior. Aumento do número de suicídios, de casos de depressão, de consumo de medicamentos e outras doenças psicossomáticas.

Em um mundo de um brutal desenvolvimento tecnológico, famílias são degradadas, as pessoas estão cada vez mais egoístas, individualistas, intolerantes e apáticas frente a temas coletivos.

Na seara política, exemplos frequentes no Brasil e mundo afora nos mostram trevas no lugar de luz. Basta uma análise de duas ou três décadas até o momento, e com raras exceções em âmbito doméstico e global, temos governantes medíocres, inaptos, ineptos, incompetentes, insensíveis, loucos, ladrões, dentre outras características negativas e fatídicas.

Transformam sua titularidade mandatária em escada para projetos pessoais, sejam para benefícios financeiros, partidários ou meramente satisfazer seu ego doentio pelo poder absoluto e ilimitado.

O exemplo mais em evidência na esfera global é Putin na Rússia. Em sua desenfreada ânsia pelo poder ilimitado, coloca o mundo em alerta com suas atitudes e decisões. Opositores morrem de forma estranha e nos deixam aterrorizados pelo que está por vir.

No âmbito interno, também vamos ladeira abaixo. Também para refletirmos das últimas três décadas, pensemos nos três entes da federação, e percebemos com raríssimas exceções e áureos momentos, quão medíocres muitos dos governantes.

Seja no município em que vivemos, no estado ou no Brasil, algumas perguntas para contribuir para a reflexão se são e do grau de mediocridade.

Importante enfatizar que os medíocres não são exclusivos de nenhum partido político, ideologia ou região do país. Há apenas os que são e os que não são. Há os com caráter e os sem caráter. Simples assim. Vamos às perguntas guias:

- já teve algum envolvimento em caso de corrupção, com consequente indiciamento e decisão pelo judiciário?

- em sua gestão houve melhora nos índices educacionais e de saúde da população?

- assume responsabilidades ou sempre culpa antecessores ou terceiriza possíveis resultados negativos?

- atuou ou atua para um ambiente harmônico ou se alimenta e potencializa rumo a uma sociedade polarizada e maniqueísta?

- apresenta ou apresentou pró atividade, inovações na gestão pública em favor dos cidadãos ou se contentou com o "arroz com feijão "?

- atuou ou atua sobrepondo segmentos do poder econômico em detrimento do interesse público?

- constituiu sua equipe com amigos ou companheiros de partido em detrimento de quadros qualificados?

- tem como premissa a chamada "doble moral", em que para os amigos tudo, para os inimigos o rigor da lei?

Se sua cidade, seu estado ou o país foi ou está sendo governada por alguém que sua resposta foi sim para a maioria das perguntas acima, este pode ser qualificado como medíocre.

Assim sendo, que tal pensarmos e refletirmos mais nos nossos próximos votos, a começar pelas eleições municipais deste ano?

Fábio Caldeira Doutor em Direito pela UFMG e Analista Político (Hoje em Dia 23/02/2024)